Fichamento de o capital

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Fichamento do Primeiro Capítulo de “O Capital”: A Mercadoria.

O autor começa o primeiro capítulo com a análise da mercadoria, pois nas sociedades em que predomina o modo de produção capitalista aparecem várias mercadorias. Para esclarecer, a mercadoria é um objeto que pelas suas características e utilidades, satisfaz as necessidades humanas. Não será tratado de como o objeto supre asnecessidades humaas, se é como subsistência, ou consumo, ou desejo.
Cada objeto que é útil, deve ser visto sob duas vertentes: qualidade e quantidade. Como cada coisa, ou objeto pode ser útil em diversas maneiras, descobrir várias maneiras de torná-lo útil é importante.
A utilidade de um objeto, faz com que esse tenha um valor de uso, que é determinado pela matéria em si da mercadoria. O valor de usode uma mercadoria independe se custou muito ou pouco trabalho ao homem. O valor de uso realiza-se somente no consumo e no uso, e tem uma relação qualitativa.
Na sociedade, as mercadorias constituem o valor de troca. O valor de troca tem uma relação quantitativa, ou seja, a proporção na qual os valores de uso de certa mercadoria se trocam com os valores de uso de outra mercadoria, sendo que, essarelação muda constantemente. O valor de troca é relativo e intrínseco à mercadoria.
Determinada mercadoria pode ser trocada por certa quantidade de outras mercadorias nas mais variadas proporções. Assim, cada mercadoria possui vários valores de troca ao invés de só um.
Os valores de troca de uma mesma mercadoria expressam a mesma coisa, e, o valor de troca só pode ser o modo de expressao deum conteúdo que distingue dele. Por exemplo, escolhendo duas mercadorias e representando a equação de troca entre elas, sempre poderemos representá-las por essa equação, que diz que há alguma coisa em comum da mesma grandeza em duas mercadorias distintas. E ambas as mercadorias podem ser comparadas e igualadas à quantidades de uma terceira mercadoria.
Para demonstrar, geometricamente, paradeterminarmos e compararmos áreasde diversas superfícies, temos que decompô-las em figuras iguais. O mesmo processo ocorre com os valores de troca de mercadorias: temos que reduzí-las a algo comum para que representem em maiores ou menores proporções a mesma grandeza.
Mas há um porém, as propriedades corpóreas das mercadorias só são consideradas à medida que elas lhe conferem utilidade. E pelo outrolado, a abstração de seus valores de uso que caracteriza a relação de trocas de mercadorias.
Como valores de uso, as mercadorias tem qualidades diferentes, e como valores de troca, suas qualidades não entram em questão, somente as quantidades podem se diferenciar.
Não levando em consideração o valor de uso do copo das mercadorias, resta a essas mercadorias a característica de serem produtos dotrabalho. Ao ignorarmos e desaparecermos com o valor de uso das coisas, some também o caráter útil do trabalho nelas aplicados. Deixando de lado também as várias formas concretas desses trabalhos, impedindo as mercadorias de serem comparadas entre elas pelo trabalho humano, e sim por trabalho humano abstrato.
As coisas representam que, em sua produção foi dispendida força de trabalho humano, ecom a concretização dessas substância social – que é comum em todas – surge valores mercantis.
Ao analisarmos a relação de troca das mercadorias, o valor de troca de cada uma delas independe do valor de uso. Retirando o valor de uso dos produtos do trabalho, tem-se o valor total. Ao investigarmos os valores, chegaremos novamente ao valor de troca como manifestação de valor.
Portanto, umamercadoria só possui o valor porque nela está concretizado o trabalho humano abstrato que nela foi aplicado. Para media a grandeza de seu valor, analisamos o trabalho que no bem foi dispendido: quantidade de trabalho, tempo de duração..
Como o valor de uma mercadoria é determinado pela quantidade de trabalho despendido durante a sua produção, concluiríamos que quanto mais preguiçoso fosse um homem,...
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