Fichamento de diversidade cultural

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 9 (2156 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 5 de abril de 2013
Ler documento completo
Amostra do texto
diverUniversidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA
Centro de Formação Interdisciplinar – CFI
Disciplina: Sociedade, Natureza e Desenvolvimento - SND
Professor: Dr. Rubens Elias
Acadêmico: Marlison Nogueira Garcia
Nº de matricula: 201300227
Turma: N3

GAMA, João Ricardo; LEÃO, Andréa Simone Rente, orgs. Sociedade, Natureza e Desenvolvimento – SND/ João Ricardo Gama e Andréa Simone RenteLeão . – São Paulo: Acquerello, 2012. (p. 181-205). (Coleção Diálogos Interdisciplinares; 1)

DIVERSIDADE BIOCULTURAL: CONVERSAS SOBRE
ANTROPOLOGIA(S) NA AMAZÔNIA

1 ANTROPOLOGIA(S) E DIVERSIDADE BIOCULTURAL

“Diversidade biocultural é a pedra de toque dos profissionais que trabalham no campo da(s) Antropologia(s), especialmente na Amazônia [...] Para trabalhar a diversidade na Antropologia épreciso considerar que a(s) cultura(s) mantida(s) socialmente se constituem como teia(s) de significados que enlaça(m) os humanos em sua trama e os distinguem a partir do conjunto de comportamentos [...] Portanto, a diferença que aponta para a diversidade biocultural deve ser pensada como equivalente, jamais como desigualdade![...]” (p. 181).

“[...] na Amazônia, ainda combatem o colonialismointerno e externo para livrar-se da vulnerabilização à qual foram/são submetidos e que, por razões históricas, lutam contra o grande cerco de paz (SOUZA LIMA, 1995) imposto por muitos, como o fazem os povos indígenas e as populações tradicionais – aqui compreendidas como quilombolas, ribeirinhos e assentados, entre outros, que lutam pela manutenção de seus territórios.” (p. 182)

2 ABIOANTROPOLOGIA E O FASCÍNIO DAS ORIGENS

“A Antropologia é, por natureza, uma área de inquietação, na qual há muitíssimo mais perguntas do que respostas. [...] A Bioantropologia, parte da Antropologia que se dedica a entender, do ponto de vista evolutivo, desde o passado mais remoto dos seres humanos e seus ancestrais até o impacto da sociedade contemporânea em nossa saúde e sobrevivência futura, [...]”(p. 183).

“A perspectiva de que é possível caracterizar populações inteiras como raças estanques é uma falácia que nasceu no século XVI[...] e atingiu maturidade ao longo do século XIX por conta dos movimentos eugenistas [...] Podemos nos perguntar: mas não há negros e brancos? Estas não são as “raças” humanas consagradas até nos recenseamentos? A resposta à primeira pergunta pode até ser sim,mas a resposta à segunda certamente é NÃO![...] os grupos humanos são tão diversos entre si que qualquer tentativa de classificação é um exercício em futilidade.” (p. 184-185)

3 MAS... DE ONDE VIEMOS?!

“Ao que se sabe atualmente, entre cerca de quatro milhões e dois milhões de anos atrás, vivia na África um grupo de criaturas que os paleoantropólogos chamam de australopitecíneos:primatas bípedes, pequenos como os chimpanzés atuais, todos com o cérebro mais ou menos do mesmo tamanho, bem menor do que o do homem atual. [..]um de nossos parentes distantes mais representativos: o Australopithecus afarensis, cujo exemplar mais conhecido é chamado de Lucy (LEWIN, 1999).” (p. 185)

“As espécies que conseguiram se adaptar com menos alimentos ou ampliando a sua dieta sobreviveram.As que não se adaptam com menos comida disponível têm de procurar alternativas ou irão desaparecer (isto se chama seleção natural, é um conceito proposto por Charles Darwin, em 1859, e um dos pilares da biologia contemporânea). Aquelas espécies que são mais flexíveis têm mais chance de sobrevivência. [...] Lucy e seus parentes. Com uma dieta mais variada, eles puderam sobreviver e deixar muitosdescendentes. Para a Bioantropologia, os ancestrais do homem atual são os australopitecíneos que descendem do Australopithecus afarensis.” (p. 186).

“Com um cérebro e um corpo bem maiores do que os habilis, o Homo erectus/ergaster apareceu na Terra há cerca de dois milhões de anos. [..].Mas o mais interessante é que ele foi o nosso primeiro parente a sair da África. [...]Uma das hipóteses para...
tracking img