Fichamento de artigo - psicologia

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Revista Latino-Americana de Enfermagem
versão impressa ISSN 0104-1169
Rev. Latino-Am. Enfermagem v.13 n.4 Ribeirão Preto jul./ago. 2005
http://dx.doi.org/10.1590/S0104-11692005000400019 
Recebido em: 24.5.2004 
Aprovado em: 23.5.2005
Trabalho extraído da tese de doutorado apresentada à Universidade Federal do Ceará
Lia Carneiro SilveiraI; Violante Augusta Batista BragaII
IEnfermeira,Doutor em Enfermagem, Professor da Universidade Estadual do Ceará, e-mail: liasilveira@uece.br 

IIEnfermeira, Doutor em Enfermagem, Professor da Universidade Federal do Ceará

Acerca do conceito de loucura e seus reflexos na assistência de saúde mental
Logo no inicio de sua reflexão a autora introduz a ideia de seu estudo explanando alguns aspectos subsequentes que, por sua vez, foramdeterminantes no que diz respeito às mudanças ocorridas em relação à loucura no decorrer da história. Através de um paralelo histórico cultural e de uma análise antropológica e temporal realizada a respeito dos dogmas vigentes relacionados à experiência da loucura, a autora nos clarifica algumas ideias que auxiliam no entendimento de como esse processo de modificação quanto a significação da loucuraestabeleceu-se no decorrer da historia, bem como sua variáveis que ataram de forma determinante para que tivéssemos a concepção de loucura fortemente enraizada em um contexto social influenciado, principalmente, pelo modelo psiquiátrico europeu da década de 50.
O trabalho em questão divide o processo de modificação do significado da loucura em cinco fazes. E são elas: Grécia Antiga,Antiguidade Clássica, Idade Média, Século XVIII e por último o Momento Pós Guerra. Sendo necessário assim, abordar as determinantes e variáveis responsáveis por essa modificação de tal época, a fim de entender a concepção pós-moderna que obtemos, hoje, em relação à loucura.
Grécia Antiga: A Desrazão Valorizada. É importante frisar que, nesse momento histórico, a sociedade em questão eramovida por um pensamento filosófico que se caracterizava como o berço da intelectualidade moderna, bem como base de ideias cultuadas por filósofos influentes nas mais diversas correntes de pensamento que imbuem crenças e embasam teorias até mesmo em nossa contemporaneidade. Os primeiros intelectuais a abordarem a loucura sob um aspecto científico foram Platão e Sócrates. A concepção que se tinha naGrécia antiga a respeito da loucura constituía-se de uma mistificação aceita pela sociedade na época que afirmava que os doentes mentais, ou os sofredores psíquicos ou ainda os alienados, eram abençoados pelos Deuses por terem a capacidade de acessarem conteúdos divinos através de seus delírios. Ou seja, jazia ali uma visão mistificada do louco, socialmente falando. Platão e Sócrates elaboram aprimeira terminologia para categorizar os doentes psíquicos daquela época. Manikê é o termo encontrado por eles para classificar os “abençoados” em seu sofrimento. Consequentemente a esta concepção, a sociedade tratava os loucos da época com certa endeusificação de sua figura. Contudo, o louco era tratado como o “outro”, o “alheio” a seu contexto. O ausente em sua condição humana, uma vez que nãopoderia ser inserido em sua realidade. E é nesse período que se manifestam os primeiros resquícios de exclusão social por parte do doente mental.
Antiguidade Clássica: O Rompimento entre o Místico e o Racional. Nesse segundo momento o conceito de loucura passa por uma dissociação de seu conceito que perpassa da mistificação para a razão. A loucura deixa de ser tratada como um privilégio divinoe assume uma forma mais grotesca e perturbadora. Foi no Renascimento que esse conceito tomou força. Através da arte, artistas contemporâneos da época abordavam a loucura em seus quadros e a representavam de forma trágica e objetiva. A loucura passa de porta-voz divino para um representante maligno.
Idade Média: Sai o Leproso, Entra o Louco. Até a idade média, o leproso que portava o...
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