Fichamento charlot, bernard, os jovens e o saber

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UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Docente: Paulo Pires
Discente: Isabel Caetano

FICHAMENTO

Charlot, Bernard, Os jovens e o saber, São Paulo: Arimed:2001

Introdução
“Diante de da grande desigualdade social, a universalidade do acesso à educação ganha grande relevância no Brasil. No entanto, apesar da garantia do acesso à escola pública, muitos alunos são reprovados e abandonam osestudos.” (pg.33)
“(...) a socialização do jovem no contexto escolar e as relações entre professor e aluno têm sido especialmente difíceis, com sérios problemas de disciplina e com grande falta de interesse por parte dos alunos, para desespero dos professores.” (pg.33)
“(...) os educadores não conseguem ensinar e os alunos sentem-se desamparados pela escola que, na opinião deles, não cumpre sua funçãode transmitir os conhecimentos necessários para sua inserção no mercado de trabalho.” (pg.34)
“(...) o objetivo desse estudo era conhecer, para além da escola, o lugar do saber na vida dos jovens das camadas populares, compreender suas experiências relacionadas em vista que a escola não é uma instância exclusiva de aprendizagem e socialização, e que eles vivem em conflito com ela, investigamosquais são as alternativas efetivamente oferecidas por eles” (pg.34)
O “ponto de encontro”
“O trabalho de pesquisa foi organizado em formas de oficinas de produção de textos, verbais e não verbais: depoimentos, discussões, cenas pessoais dramatizadas, modelagens, desenho, fotografias, montagem de maquete e muita conversa” (pg.34)
“No centro de nossas atividades, havia pessoas que falavam de simesmas, que mobilizam valores normas, atitudes, afetos, sentimentos, mesmo que nossa posição, organizando e orientando os trabalhos, fosse diferenciadas as dos jovens.” (pg.35)

Os participantes das Oficinas

“Os participantes das oficinas “Ponto de Encontro” têm o seguinte perfil: são jovens entre 13 e 17 anos de idade, que vivem em bairros de baixa renda da cidade de São Paulo e que estudamem escolas públicas.”(Pg.35)
“No que diz respeito à escolaridade, a maioria apresenta defasagem na relação idade/série; alguns por terem repetido de ano, outros por terem ingressado mais tarde na escola ou, ainda, por terem parado de estudar por um ou dois anos” (pg.35)
“Reunidos em torno em torno da condição de pobreza que lhes é comum, os moradores dessas regiões tendem estabelecer importantesrelações de vizinhança, sendo frequentes as ações de cooperação e ajuda mútua.”(pg.36)
“É importante assinalar ,que para eles,alguns professores queixam-se de que, para muitos jovens,a escola é “apenas um ponto de encontro(...)essa queixa nos faz lembrar que o ponto é umas das condições necessárias para que as relações de ensino/aprendizagem sejam realmente frutíferas. Foi isso que nos levou achamar as nossas oficinas de ponto de encontro.

Metodologia
“Os resultados que apresentamos baseiam-se principalmente na análise de produções que, no plano de coleta de dados, foram consideradas pertinentes no ponto de vista dos temas principais da pesquisa: uma carta dirigida a uma pessoa importante a propósito de uma cena significativa em suas vidas particulares; descrições e legendasreferentes a fotografias de seus bairros produzidas por eles mesmos e “uma escrita dos saberes”, relativos aprendizados pessoais considerados importantes.” (pg.37)

O que ensinar a quem nada sabe?
“(...) propusemos aos jovens, um dos períodos da oficina, que conversassem sobre o que seria necessário e a esse ET, quem o faria e como.(...) o grande número de referências a alguns saberes práticos, quepodem ser subdivididos em atividades que se dizem respeito: a comunicação (...), ao lazer (...), aos afazeres cotidianos(...) e aos cuidados pessoais.”(pg.38)
O que aprender pra que?
“A outra atividade em que os jovens deveriam elaborar uma reflexão sobre os saberes foi inspirada no trabalho realizado por Charlot (1992) em escolas públicas francesas, com alunos em sua maioria imigrantes pobres...
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