Fichamento cap 24 e 25 o capital k.marx

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 12 (2824 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 22 de novembro de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
MARX, Karl. O CAPITAL. – O processo de Acumulação do Capital, Capítulo XXIV – A Assim Chamada Acumulação Primitiva.


1. O segredo da acumulação primitiva
A acumulação do capital, porém, pressupõe a mais-valia, a mais valia a produção capitalista, e esta, por sua vez, a existência de massas relativamente grandes de capital e de força de trabalho nas mãos de produtores de mercadorias. Todoesse movimento parece, portanto, girar num círculo vicioso, do qual só podemos sair supondo uma acumulação “primitiva” (...) precedente à acumulação capitalista. (MARX, p. 261)
Desde o início, o direito e o “trabalho” têm sido os únicos meio de enriquecimento (...). Dinheiro e mercadoria, desde o princípio, são tão pouco capital quanto os meios de produção e de subsistência. Eles requerem suatransformação em capital. (...) duas espécies bem diferentes de possuidores de mercadorias têm de defrontar-se e entrar em contato; de um lado, possuidores de dinheiro, meios de produção e meios de subsistência (...) do outro, trabalhadores livres, vendedores da própria força de trabalho. (MARX, p. 262)
A relação-capital pressupõe a separação entre os trabalhadores e a propriedade das condições darealização do trabalho. (...) o processo que cria a relação-capital não pode ser outra coisa que o processo de separação de trabalhador da propriedade das condições de seu trabalho,(...). A assim chamada acumulação primitiva é, portanto, nada mais que o processo histórico de separação entre produtor e meio de produção. (MARX, p. 262)
O ponto de partida do desenvolvimento que produziu tanto otrabalhador assalariado quanto o capitalista foi a servidão do trabalhador. (MARX, p. 263)
2. Expropriação do povo do campo de sua base fundiária
Os trabalhadores assalariados da agricultura consistiam, em parte, em camponeses, que aproveitavam seu tempo de lazer trabalhando para os grandes proprietários(...) Também estes eram, ao mesmo tempo, de fato camponeses economicamente autônomos, (...) Em todosos países da Europa, a produção feudal é caracterizada pela partilha do solo entre o maior número possível de súditos. O poder de um senhor feudal, como o de todo soberano, não se baseava no montante de sua renda, mas no número de seus súditos, e este dependia do número de camponeses economicamente autônomos. (MARX, p. 264)
O prelúdio do revolucionamento, que criou a base do modo de produçãocapitalista, ocorreu no último terço do século XV e nas primeiras décadas do século XVI. Uma massa de proletariados livres como os pássaros foi lançada no mercado de trabalho pela dissolução dos séquitos feudais. (...) A velha nobreza feudal fora devorada pelas grandes guerras feudais; a nova era uma filha de seu tempo, para a qual o dinheiro era o poder dos poderes. Por isso, a transformação deterras de lavoura em pastagem de ovelhas tornou-se sua divisa. (MARX, p. 264)
A legislação aterrorizou-se com esse revolucionamento. Não tinha chegado àquele ápice da civilização (...) isto é, a formação do capital e a exploração inescrupulosa e o empobrecimento da massa do povo (...) (MARX, p. 265)
Mas o que o sistema capitalista requeria era, ao contrário, uma posição servil da massa do povo, suatransformação em trabalhadores de aluguel e a de seus meios de trabalho em capital. (MARX, p. 266)
O processo de expropriação violenta da massa do povo recebeu novo e terrível impulso, no século XVI , pela reforma, (...) Na época da Reforma, a Igreja Católica era a proprietária feudal de grande parte da base fundiária inglesa. A supressão dos conventos etc. lançou seus moradores na proletarização.Os próprios bens da igreja foram, em grande parte, dados a rapaces favoritos reais ou vendidos por um preço irrisório a arrendtários ou a habitantes das cidades especuladoras, que expulsaram em massa os antigos súditos hereditários, juntando suas explorações. A propriedade legalmente garantida a camponeses empobrecidos de uma parte dos dízimos da Igreja tacitamente confiscada. (MARX, p. 266)...
tracking img