Fichamento capítulos 4 e 5 - raízes do brasil

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Buarque de Holanda, Sergio. Raízes do Brasil. 26 ed. São Paulo: 1995, Capítulos 4: O Semeador e o Ladrilhador e 5: O Homem Cordial, pg 93-152.

Capítulo 4: O Semeador e o Ladrilhador.
“Para muitas nações conquistadoras, a construção de cidades foi o mais decisivo instrumento de dominação que conheceram.” P.95
“Traz o exemplo do Império Romano, no qual os domínios rurais ganhavam tanto mais emimportância quanto mais livres se achassem da influência dos centros urbanos, ou seja, quanto mais estivessem longe das fronteiras.
Já em nosso próprio continente, a colonização espanhola se caracterizou pelo que faltou à portuguesa: uma aplicação insistente em garantir o predomínio militar, econômico e político da metrópole sobre as terras conquistadas, através da criação de grandes núcleos depovoação estáveis e ordenados. No caso espanhol, houve zelo na fundação das cidades, e a mão forte do Estado fez sentir seu peso, o que já se pode perceber no traçado dos centros urbanos na América espanhola (prova do esforço em vencer a paisagem).” P.96
a fundação das cidades pelos espanhóis, e ressalta um ponto vital: a construção da cidade começava sempre pela chamada praça maior; quando emcosta de mar, essa praça ficaria no lugar de desembarque do porto; quando em zona mediterrânea, ao centro da povoação.
“A praça servia de base para o traçado das ruas: as quatro principais sairiam do centro de cada face da praça. (...) Assim, a povoação partia nitidamente de um centro (...).” P.97
Distingue o trabalho espanhol do português no Brasil: “Dir-se-ia que, aqui, a colônia é simples lugarde passagem, para o governo como para os súditos.” P.99
“A influência dessa colonização litorânea, (...) ainda persiste até aos nossos dias. Quando hoje se fala em ‘interior’, pensa-se, como no século XVI, em região escassamente povoada e apenas atingida pela cultura urbana.” P.101
O movimento dos bandeirantes simboliza um momento novo de nossa história nacional: “Ali, pela primeira vez, ainércia difusa da população colonial adquire forma e encontra voz articulada.” Essa expansão pioneira não tinha raízes do outro lado do oceano, e podia dispensar o estímulo da metrópole, fazendo-se freqüentemente contra a vontade e os interesses imediatos desta. Ao final das expedições, tornavam eles a sua vila ou sítios da roça. “E assim, antes do descobrimento das minas, não realizaram obracolonizadora, salvo esporadicamente.” P.102
“A circunstância do descobrimento das minas, sobretudo das minas de diamantes, foi, pois, o que determinou finalmente Portugal a pôr um pouco mais de ordem em sua colônia, ordem mantida com artifício pela tirania dos que se interessavam em ter mobilizadas todas as forças econômicas do país para lhe desfrutarem, sem maior trabalho, os benefícios” P.103
“Mesmoem seus melhores momentos, a obra realizada no Brasil pelos portugueses teve um caráter mais acentuado de feitorização do que de colonização. Não convinha que aqui se fizessem grandes obras, ao menos quando não se produzissem imediatos benefícios. Nada que acarretasse maiores despesas ou resultasse em prejuízo para a metrópole.” P.107
Era rigorosamente proibida, nas possessões ultramarinas, aprodução de artigos que pudessem competir com os do Reino.
“as casas se achavam dispostas segundo o capricho dos moradores. Tudo ali era irregular, de modo que a praça principal, onde se erguia o Palácio dos Vice-Reis, parecia estar só por acaso no seu lugar”.
“(...) o traçado geométrico jamais pôde alcançar, entre nós, a importância que veio a ter em terras da Coroa de Castela: não raro odesenvolvimento ulterior dos centros urbanos repeliu aqui esse esquema inicial para obedecer antes às sugestões topográficas”.
“A rotina e não a razão abstrata foi o princípio que norteou os portugueses, nesta como em tantas outras expressões de sua atividade colonizadora. Preferiam agir por experiências sucessivas, nem sempre coordenadas umas às outras, a traçar de antemão um plano para segui-lo até...
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