Fichamento boaventura de souza santos

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1_ Aluno:
Maurício Benjamim Schütz
2_ Aula e objetivo da aprendizagem:
* O objetivo da aprendizagem consiste em compreender o estudo da política no mundo atual, caracterizado pelo poder político, Política e Sociedade, Política e Moral, Política e Direito.

3_Referencia bibliográfica do texto lido:
SANTOS, Boaventura de Souza. A Crítica da Razão Indolente: contra o desperdício daexperiência. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2002. P.54-117.1 (cap. 1 – Da ciência moderna ao novo senso comum).

4_Síntese do texto:
De regresso às perguntas simples com a ciência e a tentativa da emancipação do senso comum, o autor parte de um questionamento que Rousseau responde com um não a perguntas simples, “ Contribuirá a ciência para diminuir o fosso crescente na nossa sociedade entre o que ée o que aparenta ser, o saber dizer e o saber fazer, entre a teoria e a prática”.(SANTOS, p.59)

A ciência por sua vez deve ser entendida não apenas na realidade exata, mas também na vivencia social, para como resultado num bem comum.
Sendo assim não há como não se considerar que toda natureza é cultura, ou seja, todas as ciências serão consideradas ciências sociais, já que, hoje em dia, nãose diferencia natureza e cultura. Como se pode observar, portanto, todo conhecimento científico-natural é científico-social. (SANTOS, p.59-60)

O pardigma dominate,
A partir de então pode falar-se de um modelo global (isto é ocidental) de racionalidade cientifica que admite variedade interna, mas que se defende ostensivamente de duas formas de conhecimento não cientifico ( e, portanto,potencialmente perturbadoras): o senso comum e as chamadas humanidades ou estudos humanísticos (em que se incluiriam, entre outros, os estudos históricos, filológicos, jurídicos, literários, filosóficos e teológicos). (SANTOS, p.61)

“ As leis da ciência moderna são um tipo de causa formal que privilegia o como funciona das coisas em detrimento de qual o agente ou qual o fim das coisas.” (SANTOS,p.64)

O comportamento humano, ao contrario dos fenômenos naturais, não pode ser descrito e muito menos explicado com base nas suas características exteriores e objectiváveis, uma vez que o mesmo acto externo pode corresponder a sentidos de acção muito diferentes. A ciência social será sempre uma ciência subjetiva. ( SANTOS, p.67)

“A crise do paradigma dominante é o resultado interactivo de umapluralidade de condições.” Conhecimentos naturais sem conhecimento exato do assunto, são algumas características, o domínio das ciências naturais, o modelo global que se distingue do senso comum e dos estudos humanísticos, o modelo totalitário, a perspectiva de uma verdade, a luta contra o dogmatismo e formas de autoridade, a desconfiança sistemática das evidências da nossa experiência imediata,a perspectiva de que conhecer significa quantificar, que é preciso dividir e classificar, para determinar relações sistemáticas e que o conhecimento é causal, aspira à formulação de leis, à luz das regularidades observadas, com o objetivo de prever o comportamento futuro dos fenômenos. Boaventura defende que a crise do paradigma dominante da ciência é profunda e irreversível, sendo resultado deuma pluralidade de condições, teóricas e sociais. O autor indica a contribuição de Einstein para a constituição do que denominou o primeiro rombo no paradigma da ciência moderna por romper com o círculo vicioso da simultaneidade dos acontecimentos e admitir a arbitrariedade no tempo e espaço. “Com isso mostra como Einstein contribuiu com a crítica à ideia de simultaneidade universal epossibilitou a percepção do relativismo.” O passo seguinte para a crise paradigmática se deu pela demonstração, “proposta por Heisenberg e Bohr, de que é impossível observar ou medir um objeto sem interferir nele”. “As implicações do princípio da incerteza e a admissão da interferência no objeto levaram ao entendimento de que só podemos aspirar resultados aproximados, prováveis, pois não há determinismo...
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