Fichamento asia

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Orientalismo: o oriente como invenção do ocidente

Compreender as características do que Said define como Orientalismo.
Orientalismo é um campo de estudos eruditos. Qualquer descrição do orientalismo deveria considerar não apenas o orientalista profissional e sua obra como também a própria noção de um campo de estudos baseado em uma unidade geográfica, cultural, linguística e étnica chamadaoriente.

Consideração de uma diversidade a partir de uma posição fixa.
Não existe analogia para uma tomada de posição fixa, quase totalmente geográfica, em relação a uma ampla variedade de realidades sociais, linguísticas, políticas e históricas. Um classicista, um especialista romântico, até mesmo um americanista, focaliza uma porção relativamente modesta do mundo, e não uma metade inteiradele.

Antes do século XVIII: estudos de idiomas, religião, especialistas islâmicos.
Século XIX: caráter exótico, excêntrico, misterioso significado amplo, abrangente: estudos de diferentes aspectos, de diferentes civilizações.
Contato textual: estudos que tinham como objetivo provar teorias.

De maneira geral, até meados do século XVIII, os orientalistas eram estudiosos bíblicos, estudantes deidiomas semíticos, especialistas islâmicos ou, visto que os jesuítas tinham aberto o novo estudo da China sinólogos.
Por volta de meados do século XIX, o orientalismo era um tesouro de erudição tão vasto se podia imaginar. Existem duas excelentes indicações desse novo e triunfante ecletismo.
Enciclopédica descrição do orientalismo desde cerca de 1765 até 1850 feita por Raymond Schwab. A noção deSchwab é que “oriental” identifica um entusiasmo amador ou profissional por tudo o que seja asiático, que era maravilhosamente sinônimo de exótico, misteriosos, profundo, seminal. Um orientalista do século XIX, portanto podia ser tanto um erudito um entusiasta de talento ou mesmo ambos.
Uma segunda indicação encontra-se nas crônicas do próprio campo feitas no século XIX. A amis completa do seugênero (Vinte e sete anos de historiados estudos orientais), de Jules Mohl, um diário de bordo em doi volumes sobre tudo quanto aconteceu no orientalismo entre 1840 e 1867 que fosse digno de nota.
Os orientalistas acadêmicos, em sua maioria, estavam interessados pelo período clássico de qualquer que fosse a língua ou sociedade que estivessem estudando. Não se deu muita atenção para o estudo doOriente moderno ou existente. O Oriente que se estudava era, de maneira geral, um universo textual. O impacto do Oriente chegava através de livros e manuscritos, e não, como no caso da marca deixada pela Grécia sobre a Renascença, mediante artefatos miméticos como escultura ou cerâmica, a relação entre o orientalista e o Oriente era textual.
Eram raros os orientalistas que tinham outro interesseque não o de provar essas poeirentas “verdades” aplicando-as, sem grade êxito, a nativos que não os entendiam e, portanto, eram degenerados.
O próprio poder e campo de ação do orientalismo produziu não apenas uma boa quantidade de conhecimento positivo sobre o Oriente, mas também um tipo de conhecimento de segunda ordem – à espreita em lugares como os contos “orientais”, a mitologia do /lestemisterioso, as noções da inescrutabilidade asiática – com sua própria vida, aquilo que V. Kiernan chamou adequadamente de “devaneio coletivo da Europa sobre o Oriente”.

Geografia Imaginativa: atribuição de significados arbitrários ao espaço do “outro”.
Essa prática universal de designar na própria mente um espaço familiar que é “nosso” e um espaço desconhecido além do “nosso” como “deles” é ummodo de fazer distinções geográficas que pode ser inteiramente arbitrário. A geografia imaginativa do tipo “nossa terra-terra bárbara” não requer que os bárbaros reconheçam a distinção. Para “nós”, basta estabelecer essas fronteiras em nossa mente; consequentemente, “eles” ficam sendo “eles”, e tanto o território como a mentalidade deles são declarados diferentes dos “nossos”.

O mundo árabe e...
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