Fichamento: as origens do estado moderno

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO
PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
CURDO DE HISTÓRIA




CONCEIÇÃO






FICHAMENTO DE TEXTO
STRAYER, Joseph R. AS ORIGENS MEDIEVAIS DO ESTADO MODERNO. Coleção “Construir o passado”.






PROFESSOR FLÁVIO FERREIRA PAES FILHO










Cuiabá-MT
2013

STRAYER, Joseph R. AS ORIGENS MEDIEVAIS DO ESTADO MODERNO. Coleção“Construir o passado”.



As antigas formas de identificação social já não são de todo em todo necessárias. Um homem pode levar uma vida razoavelmente satisfatória sem família, sem um local fixo de residência, sem confissão religiosa, sem o estado, porém, não é nada. Carece de direitos e de segurança e as suas oportunidades de desenvolver uma atividade útil são escassas. [...] Nesse tempoera o homem sem família ou sem senhor, sem vinculação a uma comunidade local ou a um grupo religioso dominante, que não tinha segurança nem oportunidades, que só podia sobreviver convertendo-se em servo ou escravo. (p.9)
O estudo das origens do moderno estado europeu pode fazer alguma luz sobre as características e os problemas do estado atual e será, com certeza, particularmenteútil para esclarecer as diferenças entre diversos tipos de estado e explicar as razões pelas quais o tipo de organização de alguns desses estados é mais equilibrado e eficaz do que o de outros. (p.10)
Um estado existe, sobretudo no coração e no espírito do seu povo. Se este não acreditar na existência do estado, nenhum exercício de lógica lhe poderá dar a vida. Tem havido alguns estados,e florescentes, que não satisfazem nenhum dos critérios estabelecidos pelos especialistas das ciências políticas; é o caso, por exemplo, dos Países Baixos no século XVII. (p.11)
As coligações temporais de grupos unidos por alguns interesses comuns não costumam ser núcleos de estados, a menos que a emergência que deu origem a essa união se prolonga durante o tempo necessário, ou seurepita com a freqüência suficiente, para que a coligação se torne, pouco a pouco, permanente, como aconteceu, por exemplo, no caso dos Francos. (p.11)
Os agrupamentos políticos primitivos ou temporários podem funcionar através de relações pessoas não estruturados, tais como as reuniões de homens preeminentes ou as assembléias de vizinhos; mas, mesmo a este nível, estabelecem-secertas formas consuetudinárias de tratar os assuntos de Carter geral; haverá processo para resolver disputas internas e para organizar grupos armados em caso de guerra. (p.12)
Terá de haver instituições capazes de sobreviver às alterações da liderança e às flutuações do grau de cooperação entre os vários subgrupos, instituições que permitam certo grau de especialização nas questõespolíticas, aumentando assim a eficiência do processo político, instituições que fortaleçam o sentido de identidade política do grupo. (p.12)
As instituições podem desenvolver-se simplesmente, para proteger os interesses privados dos ricos e dos poderosos. [...] na época, anterior ao aparecimento do estado, não é possível traçar uma distinção clara entre público e privado, qualquerinstituição duradoura pode, com o tempo, vir a tornar-se parte de uma estrutura estatal, ainda que originalmente não tenha sido criada para desempenhar essa função. (p.12)
A existência de instituições permanentes, não prova que os indivíduos tenha aceite a sua necessidade, nem que tais instituições tenham dado origem ao clima de opinião que é essencial para a existência do estado. (p.14)Mesmo as instituições coloniais que não criaram raízes profundas nas populações subjugadas podem ser, e têm sido, utilizadas como esqueleto da estrutura de um novo estado. (p.14)
A soberania existe, de fato, muito antes de se poder descrevê-la em teoria (1300 a 1550, respectivamente). Também é certo que nem sempre os governantes que reivindicavam o que na realidade...
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