Fichamento/ as lagrimas de tucidides/ a eudição/ documento monumento

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FICHAMENTO:
O INÍCIO DA HISTÓRIA
E AS LÁGRIMAS DE TUCIDIDES

(GAGNEBIN, Jeanne Marie. Sete aulas sobre Linguagem, memória e história. Rio de Janeiro: Imago, 1997).

O início da história decorreu com os primeiros discursos de dois homens: Heródoto, considerado pela tradição “o pai da história” e Tucídides onde foi nomeado como primeiro “historiador crítico”. Aqui poderemos ressaltar algumascaracterísticas e diferenças entre esses dois “historiadores” e suas obras. (P.15)
Heródoto, cidade natal – Halicarnassos situada na costa da Ásia, mas pertencendo a civilização grega; em suas obras, história não tem um sentido igual aos dos dias atuais mais naquela época o termo história tinha um significado muito mais amplo, como Heródoto que conta historia nos apresenta aquilo que viu e ououviu falar por outros, Heródoto traz consigo uma primeira diferença essencial entre a narrativa “histórica” do mesmo e as narrativas míticas, como por exemplo, a epopeia homérica. (P.16)
É interessante notar que Heródoto quando se refere a varias partes de sua obra, não usa palavra história mais sim a palavra logos (discurso), não fala da história dos Scitas, do Egito ou de Darius, mas sim de seuslogos. Heródoto enumera algumas pseudocausas geralmente citadas para explicar a intriga entre os gregos e os bárbaros; são lendas e confusas que variam segundo o povo que as conta. Como falam os sucessivos raptos de mulheres: vendo Paris Tróia que os gregos arrebatam mulheres impunemente, foi ela até Esparta roubar a bela Helena e daí os gregos ficaram irados e desencadearam uma expedição punitivacontra Tróia, a estas lendas contadas de geração em geração sem nenhuma exatidão, Heródoto opõe a certeza daquilo que ele mesmo sabe, “são até ridículas, pois ninguém de bom senso acreditará qeu estas historias de rapto podem desencadear guerras: nenhuma mulher vale uma guerra”. (P.19)

Heródoto foi acusado de Barbarophilia, de gostar demais dos bárbaros, mas ele fazia essas comparações não erapara definir quem era é melhor, mas para entender aquilo que é condição de convivência e também possibilidade de guerra; por isso os seus primeiros quatro livros são dedicados a descrição dos “outros” como os persas, dos egípcios, dos scitas, e os cincos últimos livros propriamente dita das Guerras Médicas. Um “historiador” que buscava “falar do outro no próprio” como podemos ver nessa citaçãoseguinte onde nos mostra o quanto são estranhos os egípcios sempre colocando os outros como seres atrasados, inferiores aos gregos. (P.23)
“mas as mulheres os carregam em seus ombros. As mulheres urinam em pé, e os homens acocorados.” (P.25).
Contrapondo as obras de Heródoto, o texto nos apresenta Tucídides um jovem “historiador” que se emocionou até em lagrimas ao ouvir Heródoto ler uns dos seustrechos num concurso literário que acompanhava as provas esportivas dos jogos olímpicos, “Choro Irônico? Talvez” Tucídides um homem que em suas obras rejeitava e criticava insensatamente a forma com que Heródoto descrevia a história, como: o domínio das antigas tradições, a memória, acreditava ele, que as falha constantes da memória motivavam uma mudança profunda no trabalho do historiador, quenão pode confiar nem na sua exatidão nem na sua objetividade como podemos nas suas citação de uma das suas obras consagradas. (P.26-27)
É notável que Tucídides nos diga que não se pode acreditar na memória para garantir a fidelidade do relato á realidade, pois memórias não assegura nenhuma autenticidade, como podemos perceber quando Tucídides nos relata a façanha memorável do assassino dos tiranospelos heróis Harmodios e Aristogitão; só que na verdade por motivos os tiranos não obedeceram a elevados motivos políticos, mas, sim a ciúmes amorosos, prova disso que é um dos tiranos foi morto e o outro mais velho e mais poderoso continuou reinando até que o derrotasse. Por isso a memória traz confusão, pois cada pessoa irá falar de tal evento acontecido de acordo com suas simpatias, ou...
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