Ficha de leitura - foucault

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Ficha de Leitura

a) Referência bibliográfica completa

FOUCAULT, Michel. De outros espaços. Disponível em: http://virose.pt/vector/periferia/foucault_pt.html Acesso em 19 mar 2009.
(Conferência proferida por Michel Foucault no Cercle d'Études Architecturales, em 14 de Março de 1967. - publicado igualmente em Architecture, Movement, Continuité, 5, de 1984).

b) Tema:
A partir dopressuposto de que o tempo perdeu, no século XX, sua primazia para o espaço, o autor busca conceituar a heterotopia, categorizando-a e estabelecendo seus princípios.

c) Objetivo do autor:
A partir do pressuposto de que o tempo perdeu, no século XX, sua primazia para o espaço, o autor propõe uma Heterotopologia que busca conceituar a heterotopia, categorizando-a e estabelecendo seus princípios, comexemplos.

d) Conceitos principais:

Sítio:
Hoje o sítio substitui a extensão que, por sua vez, tinha substituído a disposição. O sítio define-se por relações de proximidade entre certos pontos e elementos; poderemos descrever formalmente essas relações como séries ou grelhas.

Espaço externo:
O espaço no qual vivemos, que nos leva para fora de nós mesmos, no qual a erosão das nossas vidas, donosso tempo e da nossa história se processa num contínuo, o espaço que nos mói, é também, em si próprio, um espaço heterogêneo. Por outras palavras, não vivemos numa espécie de vácuo, no qual se colocam indivíduos e coisas, num vácuo que pode ser preenchido por vários tons de luz. Vivemos, sim, numa série de relações que delineiam sítios decididamente irredutíveis uns aos outros e que não sepodem sobre-impôr.

Utopia
As utopias são sítios sem lugar real. São sítios que têm uma relação analógica direta ou invertida com o espaço real da Sociedade. Apresentam a sociedade numa forma aperfeiçoada, ou totalmente virada ao contrário. Seja como for, as utopias são espaços fundamentalmente irreais.

Heterotopia
Há também, provavelmente em todas as culturas, em todas as civilizações, espaçosreais – espaços que existem e que são formados na própria fundação da sociedade - que são algo como contra-sítios, espécies de utopias realizadas nas quais todos os outros sítios reais dessa dada cultura podem ser encontrados, e nas quais são, simultaneamente, representados, contestados e invertidos. Este tipo de lugares está fora de todos os lugares, apesar de se poder obviamente apontar a suaposição geográfica na realidade. Devido a estes lugares serem totalmente diferentes de quaisquer outros sítios, que eles refletem e discutem, chamá-los-ei, por contraste às utopias, heterotopias.

Heterotopologia
uma descrição que numa dada sociedade tomará como objeto o estudo, a análise, a descrição e a «leitura» (como alguns gostariam de dizer) destes espaços diferentes, desteslugares-outros. Sendo uma contestação do espaço que vivemos simultaneamente mítica e real, esta descrição poderá ser intitulada de heterotopologia.

e) Estrutura e linha de argumentação do texto:

Primeira Parte: História - século XIX – Espaço – século XX

“A história é a obsessão do século dezenove.”

Nós vivemos na época da simultaneidade: nós vivemos na época da justaposição, do próximo e dolongínquo, do lado-a-lado e do disperso. Julgo que ocupamos um tempo no qual a nossa experiência do mundo se assemelha mais a uma rede que vai ligando pontos e se intersecta com a sua própria meada do que propriamente a uma vivência que se vai enriquecendo com o tempo.

Em todos os casos, acredito que a ansiedade da nossa época tem a ver fundamentalmente com o espaço, muito mais do que com o tempo. Otempo aparece-nos como apenas uma das várias operações distributivas que são possíveis entre os elementos que estão espalhados pelo espaço.

Segunda Parte: A História do Espaço

É porém necessário notar que o espaço, o que nos surge como horizonte das preocupações, teorias e sistemas, não é uma inovação; o espaço em si tem uma história na experiência Ocidental e é impossível esquecer o nó...
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