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  • Publicado : 3 de outubro de 2011
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Principais desafios

Gestão

Um dos problemas da saúde pública do Estado do Rio de Janeiro, e se não o principal, é a sua péssima gestão. Problemas como profissionais desmotivados pela péssima condição de trabalho e baixos salários, recursos escassos, falta constante de medicamentos, aparelhos e equipamentos quebrados, em sua maioria por falta de manutenção, e a má distribuição demédicos tem conseqüências como filas intermináveis, falta de leitos, superlotação, exames e atendimento demorados, e essas são apenas algumas das conseqüências da má gestão.
O recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de que a média de profissionais por habitante contratado seja no mínimo um por mil, e nem sempre é isso que acontece, principalmente nas regiões de menor poderaquisitivo. Na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, a média de profissionais por habitante contratado apenas por hospitais e postos da prefeitura chega a 1,15 por mil, superando o mínimo de um por mil recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Na área que inclui o Centro do Rio, onde fica o Hospital Souza Aguiar, por exemplo, a proporção chega a 4,99 médicos por mil habitantes. Osprofissionais são mais escassos na Zona Oeste, onde a prefeitura não tem hospitais de emergência. Na Zona Sul e na Barra da Tijuca, o índice também está acima do recomendado pela OMS, mas a situação piora nas áreas de menor poder aquisitivo da cidade, como a região norte, que tem a pior proporção e chega a 0,38 profissionais contratados por mil habitantes, na região que inclui os bairros de Bangu, PadreMiguel, Realengo e Deodoro.  Esses dados constam de uma série de inspeções realizadas pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) a partir de 2001 e concluídas em 2008. 
Na ocasião das visitas, 72% dos postos, centros de saúde e unidades do Programa de Saúde da Família (PSF) estavam instalados em prédios em más condições de conservação. Novamente, segundo o TCM, a situação é mais crítica na ZonaOeste, onde os imóveis também são mais antigos. Além disso, 42% dos postos de saúde têm aparelhos para consultas e exames (como medidores de pressão e eletrocardiogramas, entre outros) com defeito e 30% das unidades ainda enfrentam problemas de abastecimento de medicamentos. Além disso, a falta de especialistas nos postos empurra os pacientes para as emergências, que ficam superlotadas.
Aoinvés do governo melhorar a gestão dos hospitais públicos para que eles de fato funcionem, ele cria UPAS, mais postos e Clínicas da família com o objetivo de diminuir a superlotação dos hospitais. Solução que é boa na teoria, mas que na prática não é, pois as UPAS, postos e Clínicas da família também não funcionam, com o tempo elas deixam de funcionar da maneira que deviam, também há falta demédicos, aparelhos, medicamentos, e estes ficam com os mesmos problemas dos hospitais que já existiam e que não são resolvidos, e o problema da saúde pública só aumenta. Ao invés de melhorar a gestão e investir nos hospitais que já existem, o governo cria mais hospitais e postos que também não funcionam e acabam sendo apenas mais despesas que se não existissem, poderiam ser revertidas em investimento. 
Infraestrutura

Encontramos, nos hospitais do Estado do Rio de Janeiro, uma infraestrutura repleta de problemas. Muitas pessoas que em vários hospitais do Rio de Janeiro pacientes com doenças são colocados um ao lado do outro, aparece gente deitada no chão, o teto está cheio de infiltrações, reboco ameaçando cair, problemas que infelizmente, muitas vezes, resultam em morte, umdescaso total com os cidadãos que pagam seus impostos e teoricamente tem direito à saúde. De um lado, vemos hospitais lotados, do outro, unidades que não possuem equipamentos ou profissionais aptos a atender aos pacientes. E a situação piora quando pacientes moram distante do centro do Rio de Janeiro, como no caso de Gabriel, um jovem de 21 anos, morador do município de Duque de Caxias, que...
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