Fertilizantes e def agrícolas

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Fertilizantes
Os primeiros Agricultores 10000 - 4000 A.C.
Os primeiros agricultores instalaram-se há cerca de 10000 anos no chamado Crescente Fértil, Médio Oriente. Isto, porque indivíduos de povos caçadores-colectores compreenderam que certas sementes apanhadas, produziam novas plantas iguais à original. Aí, onde as condições eram óptimas, os povos começaram por cultivar o trigo e a cevada.Criaram cabras, ovelhas, porcos e gado vacum, que utilizavam nas suas variadas vertentes. O aperfeiçoamento das ferramentas simples permitia-lhes limpar as terras, construir aldeias rudimentares e manterem-se no mesmo local. Assim se iniciou a sedentarizarão. [1]

História da Agricultura Orgânica: algumas considerações
Parte I: Do Século XIX à década de 1960.
A agricultura moderna tem suaorigem ligada às descobertas do século XIX, a partir de estudos dos cientistas Saussure (1797-1845), Boussingault (1802-1887) e Liebig (1803-1873), que derrubaram a teoria do húmus, segundo a qual as plantas obtinham seu carbono a partir da matéria-orgânica do solo (De Jesus, 1985).
Liebig difundiu a idéia de que o aumento da produção agrícola seria diretamente proporcional à quantidade desubstâncias químicas incorporadas ao solo. Toda a credibilidade atribuída às descobertas de Liebig deu-se ao fato de estarem apoiadas em comprovações científicas. Junto com Jean-Baptite Boussingault, que estudou a fixação de nitrogênio atmosférico pelas plantas leguminosas, Liebig é considerado o maior precursor da "agroquímica" (Ehlers, 1996:22). As descobertas de todos esses cientistas, segundo Ehlers(1996), marcam o fim de uma longa data, da Antiguidade até o século XIX, na qual o conhecimento agronômico era essencialmente empírico. A nova fase será caracterizada por um período de rápidos progressos científicos e tecnológicos.


Liebig Boussingault

No início do século XX, Louis Pasteur (1822-1895), Serge Winogradsky (1856-1953) e Martinus Beijerinck(1851-1931), precursores damicrobiologia dos solos, dentre outros, contribuíram com mais fundamentos científicos que fizeram uma contraposição às teorias de Liebig, ao provarem a importância da matéria orgânica nos processos produtivos agrícolas (Ehelrs, 1996:24-25).Contudo, mesmo com o surgimento de comprovações científicas a respeito dos equívocos de Liebig, os impactos de suas descobertas haviam extrapolado o meio científico eganhado força nos setores produtivo, industrial e agrícola, abrindo um amplo e promissor mercado: o de fertilizantes "artificiais" (Frade, 2000: 17).

A expansão da revolução verde deu-se rapidamente, quase sempre apoiada por órgãos governamentais, pela maioria dos engenheiros agrônomos e pelas empresas, produtoras de insumos ( sementes híbridas, fertilizantes sintéticos e agrotóxicos); além doincentivo de organizações mundiais como o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a United States Agency for International Development (USAID – Agên inovcia Norte Americana para o Desenvolvimento Internacional), a Agência das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação(FÃO), dentre outras junto com as inovações, o “pacote tecnológico” da revolução verde criou umaestrutura de crédito rural subsidiado e, paralelamente, uma estrutura de ensino, pesquisa e extensão rural associadas a esse modelo.
Contudo, esse modelo de agricultura a partir da década de 60 começava a dar sinais de sua exaustão: desflorestamento, diminuição da biodiversidade, erosão e perda da fertilidade dos solos, contaminação da água, dos animais silvestres e dos agricultores por agrotóxicospassaram a serem decorrências quase inerentes à produção agrícola [2].


Fertilizantes ou adubos sintéticos são compostos químicos que visam suprir as deficiências em substâncias vitais à sobrevivência dos vegetais. São aplicados na agricultura com o intuito de melhorar a produção.
As plantas necessitam de diversos elementos químicos:
• Macronutrientes:
o Carbono, hidrogênio, oxigênio,...
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