Feltran, gabriel de

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FRONTEIRAS DE TENSÃO
um estudo sobre política e violência nas periferias de São Paulo

Tese de Doutorado
Gabriel de Santis Feltran
sob orientação da Profa. Dra. Evelina Dagnino
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Estadual de Campinas
março de 2008

FICHA CATALOGRÁFICA ELABORADA PELA
BIBLIOTECA DO IFCH - UNICAMP

F347f

Feltran, Gabriel de Santis
Fronteiras detensão : um estudo sobre política e violência nas
periferias de São Paulo / Gabriel de Santis Feltran. - Campinas,
SP : [s. n.], 2008.

Orientador: Evelina Dagnino.
Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas,
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas.

1. Política. 2. Violência. 3. Periferias urbanas. 4. Favelas –
São Paulo (SP). 5. Ação coletiva. 6. Espaços públicos. I. Dagnino,Evelina. II. Universidade Estadual de Campinas. Instituto de
Filosofia e Ciências Humanas. III.Título.
cn/ifch
Título em inglês: Borders of tension: politics and violence in São Paulo
Palavras chaves em inglês (keywords):

Politics
Violence
Poor neighborhoods
Slums – São Paulo (SP)
Collective action
Public space

Área de Concentração: Ciências Sociais.
Titulação: Doutor em CiênciasSociais
Banca examinadora:

Evelina Dagnino, Vera da Silva Telles, Michel Misse,
Maria Suely Kofes, Ronaldo Romulo Machado de
Almeida

Data da defesa: 27-03-2008
Programa de Pós-Graduação: Ciências Sociais

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para o Léo

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fronteira. fron.tei.ra sf (fronte+eira) 1. Zona de um país que confina com outra do país
vizinho. 2. Limite ou linha divisória entre dois países, doisEstados etc. 3. Raia; linde. 4.
Marco, baliza. 5. Confins, extremos. F. artificial: a que não atende aos acidentes
topográficos (geralmente com predomínio das linhas retas). F. de acumulação: fronteira
viva. F. de tensão: fronteira viva. F. esboçada: tipo de fronteira delineada sobre um
mapa, sem que o seu traçado corresponda a uma gradual adaptação passiva do homem
ao meio, nem a uma adaptaçãoativa do Estado, ao qual ela pertence. F. morta: fronteira
que passou da condição de viva à situação de linha tranqüila, cessadas as causas que
originavam tensão. F. natural: a que acompanha um acidente topográfico, rio, montanha
etc. F. viva: tipo de fronteira que é fruto da paulatina evolução histórica, e fixada através
de choques ou de lutas armadas.
[fonte: Dicionário Brasileiro da LínguaPortuguesa - Mirador]

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RESUMO

Esta tese trata, de um modo específico, da relação contemporânea entre as periferias de São
Paulo e a política. Seu objetivo central é etnografar as fronteiras, densamente políticas, que
se conformam entre as periferias da cidade e o mundo público. A categoria fronteira é
mobilizada por preservar o sentido de divisão, de demarcação, e por ser também, esobretudo, uma norma de regulação dos fluxos que atravessam, e portanto conectam aquilo
que se divide. A pesquisa foi realizada em dois registros empíricos distintos: i) o estudo de
trajetórias e da vida cotidiana de adolescentes e famílias de Sapopemba (um distrito da zona
Leste de São Paulo), de perfis heterogêneos, que de modos distintos são marcados pela
presença do “mundo do crime” emsuas histórias; e ii) o estudo das rotinas do Centro de
Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes “Mônica Paião Trevisan” (CEDECA),
organização que procura mediar o contato entre estes adolescentes e o mundo público. A
descrição das situações de campo procura desvelar o funcionamento dessas fronteiras:
iluminar seus fluxos e tensões mais freqüentes, os interesses em disputa e os atores queas
controlam. Onde há fronteira há conflito, ainda que latente. E, se ela pode ser disputada, é
comum, sobretudo em sociedades muito hierárquicas, que a latência ceda lugar à violência.
Tratar da relação entre as periferias urbanas e o mundo público, em São Paulo, significa
hoje também discutir as relações entre política e violência. Do debate apresentado no corpo
da tese, extraio três...
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