"Fazer viver e deixar morrer" a má fé da saúde publica no brasil

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CAPITULO 13 – “FAZER VIVER E DEIXAR MORRER” A MÁ FÉ DA SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL (Lara Luna)
Retomando a teoria clássica da soberania, Foucault falava em uma aula que o soberano detinha o poder de vida e morte de seus súditos, poder de “fazer morrer e deixar viver”. Ao decretar a morte dos súditos, o soberano exercia, também, o poder sobre a vida, Foucault referia-se ao direito político soberanoque vigorou até o século XIX, século em que o poder soberano foi perpassado e modificado por um poder inverso: o poder de “fazer viver e deixar morrer”. Tratava-se da assunção da vida pelo poder, da biopolítica como denominou Foucault.
O poder disciplinar, que já em fins do século XVII centrava-se no corpo individual (organizando, esquadrinhando, vigiando), possibilitou à biopolíticaimplantar-se em outra escala. Tomando a vida como elemento político por excelência, a biopolítica perpassou o antigo poder soberano. Com os investimentos de poder centrados no homem-espécie, a vida passou a ser administrada e regrada pelo Estado. Em nome da proteção das condições de vida da população, preserva-se a vida de uns, enquanto autoriza-se a morte de outros tantos. Se o poder soberano já expunha avida humana individual à morte, ainda que de maneira limitada, o bipoder expõe a vida de populações e grupos inteiros.
Na introdução a autora diz que o sistema público de saúde e educação funcionam de modo deficientes, depois ela centraliza a discussão na saúde publica, e diz que na realidade a saúde pública ao invés de ser inclusiva e igualitária que a saúde publica está apenas reproduzindo oesquema de desigualdades que se perpetuam no Brasil a algumas décadas. Aponta como objetivo central do texto que percebamos como o mau funcionamento das instituições públicas de saúde se afina com a desigualdade social, e que na pratica o mau funcionamento das instituições contradizem completamente os preceitos constitucionais pelos quais o Sistema Único de Saúde foi criado, e que com aregulamentação da assistência supletiva, ou seja, o mercado de planos e seguros e saúde formalizada no fim da década de 1990, mais precisamente em 1998, inviabilizou de uma vez por todas o ideal da saúde como foi fundamentada na emergência do SUS “um direito de todos e um dever do Estado”, pois, o SUS já não é mais o único sistema de saúde em atuação, vivemos a segmentação da saúde no Brasil em duas formas deassistência e apesar dos avanços conseguidos através da reforma sanitária que desembocou na criação do SUS e na critica a mercantilização da saúde, o que temos são os serviços destinados aos que podem pagar pelo plano de saúde e aos que não podem pagar, caracteriza-se aqui a 1ª má-fé que é a institucional, ou seja, frente a completa debilidade em seu funcionamento o SUS propicia o fortalecimentodo setor privado. E a 2ª má-fé que tem relação direta com a exposição de funcionários e pacientes ao conflito de classes a todo momento. Observa a autora que não se pode afirmar que também não acontece o conflito na rede privada, porem no setor publico acontece em grande escala, pois é o serviço destinado a ralé.
AS POLITICAS DE SAUDE DO ESTADO E A FORMAÇÃO DO SUS
A formação do SUS começa naRepublica Velha, ( pois analisar a condição da saúde da população brasileira era fundamental para a construção do Estado bem como para a construção de um ideal de nação. Porque nesta época estava em voga a inferioridade climática e racial no país, então o grande tema dos movimentos intelectuais, baseava-se na construção da nacionalidade brasileira. Por causa desses interesses os cientistas domovimento sanitarista e grandes intelectuais se reuniram em torno da construção de projetos civilizatórios que defendiam a construção nacional do Brasil como já foi dito, unido a políticas publicas na saúde e na educação. Tendo como destaque as intervenções sanitárias iniciadas no Rio de Janeiro, em centros urbanos do sudeste do país, estendendo-se a outras regiões, começando aqui o saneamento na...
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