Familias adotivas

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  • Publicado : 29 de abril de 2012
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FAMILIAS ADOTIVAS


Uma das características essenciais do ser humano é o desejo de procriação e continuidade por meio da experiência da maternidade e paternidade. Na sua maioria, homens e mulheres desejam ter e criar seus filhos, de modo a realizar-se tanto no plano biológico quando psíquico. O filho do sentido ao casal, e é a resultante esperada da relação homem-mulher. Ele representaum terceiro referencial que completa o equilíbrio.
Na adoção constrói-se o vinculo afetivo que se sobrepõe ao genético e ao hereditário e que persiste com elemento constitutivo da biografia pessoal. A adoção é uma forma incomum de se ter filhos, representam, de modo geral, uma forma de proporcionar uma família às crianças que não podem, por algum motivo, ser criadas pelos pais quegeraram. Significa ainda a possibilidade de ter e criar filhos para os pais que apresentam limitações biológicas ou que optam pelo cuidado de crianças com quem não possui ligação genética.
A adoção não precisa estar atrelada à tentativa de solucionar problemas pessoais, seja dos pais, seja dos filhos. A dinâmica psicológica da relação adotiva não esta vinculada ao ter, mas, fundamentalmente, aoser.
Adotar um filho transcende o aspecto puramente operacional contextualizado na idéia de ter ou procurar o filho. A adoção não tem a ver com o que vem de fora, pelo contrario esta estritamente ligada ao que esta dentro, no sentido de que resulta do desejo que chega a se configurar como vontade. O desejo faz eclodir as possibilidades, a vontade seleciona e identifica o que queremos comprojeto de vida.


FILHOS ADOTIVOS


A criança adotiva é uma criança como as outras, com todas as vicissitudes do ser humano. É verdade que ela não é uma criança diferente das demais crianças, mas, sem dúvida, vive uma experiência que destoa do esperado para as relações parentais. Parece que o rompimento do vinculo afetivo com os pais biológicos deixa marcas históricas epsicológicas próprias. A mudança de estado que a criança experimenta quando vivencia a transposição do seu primeiro objeto de afeto a mãe biológica para outra mãe que não participou do processo bio-psicologico de formação e nascimento deixa um vazio que precisa ser preenchido sob pena de produzir distorções significativas na formação de sua personalidade. Sem dúvida, o afeto dos pais, adotantes,quando manifestado, segundo as necessidades da criança, transformam-se no nutriente fundamental para a reparação das fissuras deixadas pela separação da mãe biológica. O mais importante para uma criança adotada será a construção do vinculo afetivo que norteara o seu desenvolvimento terá como base suas novas ligações parentais.
A base a partir de onde um adulto opera será a sua família deorigem, ou então outra nova base que ele criou para si mesmo. O filho adotivo, de acordo com forma pela qual integrou à sua experiência o acolhimento dos pais adotantes, pode estabelecer um mecanismo de segurança contra um possível novo abandono, isto é, assumir uma atitude de abandonar antes de ser abandonado. A criança adotada é confrontada com o medo do futuro por conta de um passado não somenteignorado, mas, concebido na sua fantasia com grotesco e ameaçador.
A família adotiva reside na forma ou no processo vividos na construção da estrutura familiar. Ao gerar seus próprios filhos a configuração se estabelece através da informação dos demais parentes, como também por meio de outras fontes ligadas a constelação familiar. O filho adotivo o processo não é diferente a convivênciacom alguns parentes mais próximos indica a importância da informação sem medo sobre a origem da criança. O filho adotivo necessita de um ambiente suficientemente bom para que seu desenvolvimento possa para que seu desenvolvimento possa se dar de maneira satisfatória.
A grande tarefa na relação parental é oferecer e manifestar o amor que sentimos, pela atitude, pelas ações e por todas...
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