Falacias

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FACULDADES INTEGRADAS METROPOLITANAS DE CAMPINAS
“METROCAMP”

LÓGICA JURÍDICA
FALÁCIAS NÃO-FORMAIS

Juliana Feltrin RA: 06000439
Pedro Leme RA: 06001713

Campinas, Maio de 2007
FALÁCIAS

Existe um número de armadilhas para se evitar quando se está construindo um argumento dedutivo; elas são conhecidas como falácias.
No português diário, nos referimos aosmuitos tipos de crenças erradas como falácias; mas em lógica, o termo tem um significado mais específico: uma falácia é um defeito técnico que faz um argumento ser insensato ou inválido.
(Note que você pode criticar mais que apenas a sensatez de um argumento. Argumentos são quase sempre apresentados com algum propósito específico em mente - e a intenção de um argumento pode também ser válida decrítica.)
Argumentos que contém falácias são descritos como falaciosos. Eles freqüentemente parecem válidos e convincentes; algumas vezes apenas inspeção de perto revela-se o defeito lógico.

Tipos de Falácias

Tecnicamente as falácias podem ser divididas em dois grupos: Falácias Formais e Não Formais.
Em geral as falácias formais, apresentam uma estrutura muito parecidacom os padrões válidos de uma inferência, porém não seguem alguma dedução específica do silogismo categórico, como por exemplo a falácia dos 4 termos, que fere a Regra 1 , onde diz que para um silogismo categórico ser válido, precisa ter 3 termos utilizados com o mesmo sentido durante todo o argumento.
Já as falácias não formais podem ocorrer tanto da falta de atenção ao tema quanto pelaambigüidade no uso da linguagem para preparar o argumento. As falácias não formais podem ser classificadas como: falácias de relevância ou falácias de ambigüidade.
 

 
1. Falácias de relevância
 
A) Recurso à força ( Argumentum ad Baculum): é a falácia que se comete, quando se apela para a força ou ameaça de força para provocar a aceitação de uma conclusão.Usualmente só se recorre a ela quando as provas ou argumentos racionais fracassam. Resume-se no aforismo, “a força gera o direito”.
Exemplos O cabo eleitoral de um partido político, quando recorda um deputado que ele representa e manobra a seu bel-prazer tantos milhares de votos, no seu distrito.

B) Ofensivo (argumentum ad Hominem): argumento dirigido contra o homem.
É a faláciaque se comete quando, em vez de tentar refutar a verdade do que se afirma, ataca o homem que fez a afirmação.
Exemplo: Poder-se-ia argüir que a filosofia de Bacon é indigna de confiança, porque ele foi demitido do cargo de chanceler por desonestidade.

C) Circunstancial (Argumentum ad hominem): Diz respeito às relações entre as convicções de uma pessoa e as suas circunstancias.Não sustenta que certa proposição é verdadeira, mas que está implícita na doutrina.
Exemplo: A Réplica do caçador, quando acusado de bárbaro por sacrificar animais inofensivos para sua própria diversão.

D) Argumento pela ignorância (Argumentum ad Ignorantiam), é ilustrada pelo argumento de que devem existir fantasmas, visto que ninguém foi ainda capaz de provar que não existe.Esta falácia é cometida sempre que uma proposição é sustentada como verdadeira na base, simplesmente, de que não foi provada a sua falsidade.
Exemplo: Uma série de investigação do FBI não consegue juntar provas que o senhor “X” é comunista, seria errôneo concluir disso que essa investigação não tirou o FBI da sua ignorância a tal respeito.

E) Apelo à piedade (Argumentum adMisericordiam): é a falácia que se comete, quando se apela para a piedade ou a compaixão para se conseguir que determinada conclusão seja aceita.
Estes argumentos encontram-se, com freqüência, nos tribunais de justiça, quando um advogado de defesa coloca de lado os fatos pertinentes ao caso e trata de ganhar a absolvição do seu constituinte, despertando a piedade do júri.
Exemplo: O...
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