Existe um homem que tem o costume de me dar com um guarda-chuva na cabeça

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  • Publicado : 6 de março de 2013
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Escola Secundária José Saramago

Curso Profissional de Técnico de Apoio à Infância

Módulo 4

Existe um homem que tem o costume de me dar com um guarda-chuva na cabeça

Índice

Resumodo conto 3
Divisão em partes 4
Identificação e caracterização do espaço e do tempo 4
Identificação e caracterização das personagens 5
Caracterização do narrador 5
Vida e obra de FernandoSorrentino 6

Resumo do conto

Faz hoje exactamente cinco anos que um homem começou a dar-me com o guarda-chuva na cabeça, não sei como se chama, é um homem vulgar e de fato cinzento.
Conheci-onuma manhã de calor, estava a ler o jornal sentado num banco da mata de Palermo. Cheio de indignação perguntei-lhe se estava doido, nem sequer ouviu-me. Então ameacei-o de ir chamar uma guarda mascontinuo a sua tarefa. Vendo que não desistia da sua atitude, preguei-lhe um soco na cara mas tive pena e senti remorsos do homem por tê-lo agredido.
Porque de facto o homem não me pregava propriamenteguardachuvadas, eram antes leves pancadas, absolutamente indolores. Convencido que estava perante um louco, resolvi afastar-me mas o homem seguiu-me em silêncio sem parar de me bater. Desatei então acorrer e ele começou a perseguir-me, cansado, pensei que se continua-se cairia morto ali mesmo. Assim retomei o passo.
No seu rosto não havia nem gratidão nem censura, só dava-me com o guarda-chuva.Pensei em apresentar-me na esquadra mas o comandante olhar-me-ia desconfiado e começaria a fazer-me perguntas embaraçosas, talvez acabasse por prender-me. Achei melhor voltar para casa. Meti-me noautocarro 67, onde sentei-me no primeiro banco. Ele sem deixar de dar-me pancadas, subiu atrás de mim e pôs-se de pé a meu lado. Perante esta situação os passageiros deram uma grande gargalhada.
Descemosna ponte do Pacifico e seguimos pela avenida Santa Fé. Quando cheguei a casa, decidi fechar-lhe bruscamente a porta na casa, mas não consegui.
Desde então continua a dar-me pancadas, que eu saiba...
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