Exegese 1 co 14.01-12

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SPBC – SEMINÁRIO PRESBITERIANO BRASIL CENTRAL
DEPARTAMENTO DE TEOLOGIA EXEGÉTICA
EXEGESE DAS CARTAS PAULINAS






EXEGESE

I CORÍNTIOS 14:1-12






Trabalho apresentado ao profº






Goiânia / GO
Novembro – 2000

SUMÁRIO




INTRODUÇÃO 3
I - CONTEXTO HISTÓRICO GERAL 5
1. A Cidade e o seu Povo: 5
II. TEXTO ORIGINAL E TRADUÇÃO 19
III - CONTEXTO LITERÁRIO22
1. Esboço Geral: 22
2. Contexto Histórico da Passagem: 24
3. Estrutura de I Coríntios 14: 1-12: 27
IV - CONTEXTO HISTÓRICO ESPECÍFICO 29
V - ARGUMENTAÇÃO TEOLÓGICA 34
1. A Preferência pelo Dom de Profecia: vs. 1 e 5 34
2. As Razões de Paulo: vs. 2-4: 42
3. Edifica a comunidade só o que é inteligível: vs. 6-12 51
CONCLUSÃO 55
BIBIOGRAFIA 58


INTRODUÇÃOEstamos vivendo tempos em que movimentos miraculosos e prodigiosos como o apego ao dom de línguas, profecias, sinais e maravilhas, estão no auge e bastante vivo em nossos dias entre os vários seguimento “religiosos”, e principalmente entre os neopentecostais.


É de tal ordem estes movimentos, de modo que muitos questionamentos se fazem necessários: tais fenômenos são de que natureza?Divina ou demoníaca? Se são de natureza divina por que tão poucas mudanças na vida da sociedade em que a Igreja está inserida? Como avaliar a veracidade de tais prodígios e fenômenos miraculosos? E se são divinos qual deveria ser o uso correto dos mesmos?


Esta situação nos lança para problemas semelhantes em que vivia a Igreja de Corinto, em meados do primeiro século. Várias manifestaçõessobrenaturais no ceio da igreja misturadas a problemas de divisão, orgulho, imoralidade, invejas e outros, geraram dúvidas quanto a genuinidade daquelas manifestações. Cônscio desta situação através de informações vindas da casa de Cloé, um membro da igreja, e de uma carta enviada pela igreja, Paulo se dispões a exortá-los e instruí-los segundo a verdade.


Por isso, a porta de entrada queescolhi para entrar em I Co 14:1-12 foi a necessidade de se enfatizar as prioridades e os objetivos reais da Igreja, para assim, como resultado, encontrar edificação, que é a válvula que mantém o equilíbrio saudável do corpo. Desta forma, trabalharemos exegeticamente, afim de conhecer o princípio que devemos seguir para avaliar tais manifestações, tanto nos dias de Corinto como em dias atuais.I - CONTEXTO HISTÓRICO GERAL



1. A Cidade e o seu Povo:


a) Localização:

Corinto era uma cidade da Grécia, que nos dias de Paulo, havia superado Atenas quanto a importância política e comercial. Localizava-se no extremo ocidental, numa estreita faixa de terra de apenas seis quilômetros de largura, entre o Golfo de Corinto e o Golfo Sarônico, de maneira que ligava o sul da Grécia como restante do país e com os países ao norte.

A característica topográfica dominante de Corinto, era o “Acrocorinto”, uma montanha de mais de 560 metros de altura, que nos tempos da cidade antiga, continha, entre outros, um templo dedicado a Afrodite = deusa do amor, dando origem a tão conhecida imoralidade da cidade.[1]

Deve ser observado que Corinto tinha uma posição estratégica,tornando-se desta forma, um próspero centro comercial que controlava a rota pelo mar em sentido norte-sul, pois ficava entre o porto de Liqueu (dois quilômetros e meio ao norte do Golfo de Corinto), e o porto de Cencréia (onze quilômetros a leste no Golfo de Sarônica - Rm 16:1), bem como era um elo terrestre indispensável entre o leste e o oeste.[2]

b) História:

A História da cidade de Corintopode ser dividida em duas partes. Primeiramente ela desenvolveu-se como Cidade-Estado antes e depois da era de ouro de Atenas ( 5 séc. a.C. ); observa-se que, desde o fim do quarto século até 198 a.C., ela ficou principalmente sob o domínio dos macedônios, entretanto, neste mesmo ano foi libertada juntamente com o restante da Grécia por T. Quintuis Flamininus, reunindo-se então, a liga da Acaia....
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