Exe psicologia

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CENTRO UNIVERSITARIO DE PATOS DE MINAS – UNIPAM
3º PERIODO DE DIREITO NOTURNO – TURMA B
PSICOLOGIA JURIDICA
RYAN ALVES SOARES

1. Qual a importância de se compreender a loucura?

Abordar a questão da doença mental, no enfoque psicológico, significa considerá-la como produto da interação das condições de vida social com a trajetória específica do indivíduo (sua família, os demais grupos eas experiências significativas) e sua estrutura psíquica. As condições externas - poluição sonora e visual intensas, condições de trabalho estressantes, trânsito caótico, índices de criminalidade, excesso de apelo ao consumo, perda de um ente muito querido etc. - devem ser entendidas como determinantes ou desencadeadoras da doença mental ou propiciadoras e promotoras da saúde mental, isto é, dapossibilidade de realização pessoal do indivíduo em todos os aspectos de sua capacidade. Compreendendo o conteúdo que leva a loucura, estabelecer conclusões e tentar solucionar essa situação torna-se, então, fundamental para a vida humana.

2. O que ocorre com o indivíduo que é rotulado de louco?

Torna-se uma situação complicada, considerando que a questão da normalidade acaba por desvelar opoder que a ciência tem de, a partir do diagnóstico fornecido por um especialista, formular o destino do indivíduo rotulado, pode gerar inúmeras consequências. Ou seja, isso pode significar não passar pela seleção de um emprego, perder o pátrio poder sobre os filhos, ser internado em um hospital psiquiátrico e, a partir disso, ter como identidade fundamental a de louco. Esse poder atribuído à ciênciae aos profissionais deve ser questionado, na medida em que se baseia num conjunto de conhecimentos bastante polêmicos e incompletos.

3. Segundo Michel Foucault, como ocorre a construção histórica do conceito de doença mental?

Renascimento (século 16): período no qual o louco vivia "solto, errante, expulso das cidades, entregue aos peregrinos e navegantes". O louco era visto como "tendo umsaber esotérico sobre os homens e o mundo, um saber cósmico que revela verdades secretas". Nessa época, a loucura significava "ignorância, ilusão, desregramento de conduta, desvio moral, pois o Louco toma o erro como verdade, a mentira como realidade". Neste último sentido, a loucura passaria a ser vista como oposição à razão, esta entendida como instância de verdade e moralidade.

Na Idade Médiae no Renascimento: eram raros os casos de internação de loucos em hospitais e, quando isso ocorria, recebiam o mesmo tratamento dispensado aos demais doentes, com sangrias, purgações, ventosas, banhos.

Na Época Clássica (séculos 17 e 18): os critérios para definir a loucura ainda não eram médicos – a designação de louco não dependia de uma ciência médica. Esta designação era atribuída àpercepção que instituições como a igreja, a justiça e a família tinham do indivíduo e os critérios referiam-se à transgressão da lei e da moralidade.

No final do século 17 (1656): foi criado, em Paris, o Hospital Geral. Neste hospital, iniciou-se "a grande internação". A população internada era heterogênea, embora pudesse ser agrupada em quatro grandes categorias: os devassos (doentes venéreos), osfeiticeiros (profanadores), os libertinos e os loucos.

Na segunda metade do século 18: iniciaram-se reflexões médicas e filosóficas que situavam a loucura como algo que ocorria no interior do próprio homem, como perda da natureza própria do homem, como alienação.

Final do séc. 18/Início do séc. 19: Criou-se, então, a primeira instituição destinada exclusivamente à reclusão dos loucos: o asilo.A mentalidade da época considerava injusto para com os demais presos à convivência com os loucos. Os métodos terapêuticos utilizados no asilo eram: a religião, o medo, a culpa, o trabalho, a vigilância, o julgamento. A ação da Psiquiatria era moral e social; isto é, sua função estava voltada para a normatização do louco, agora era possível a recuperação.

4. Como se caracteriza a abordagem...
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