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UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE
COMISSÃO DE EXAMES DE ADMISSÃO
EXAME DE PORTUGUÊS - 2005 Duração: 120 minutos

LEIA ATENTAMENTE AS SEGUINTES INSTRUÇÕES:
1. A prova é constituída por quarenta (40) questões, todas com quatro (4) alternativas de resposta, estando correcta somente UMA (1) das alternativas. 2. Para cada questão assinale a resposta escolhida na FOLHA DE RESPOSTAS que lhe foifornecida no início do exame. Não será aceite qualquer outra folha adicional. 3. Pinte o rectângulo com a letra correspondente à resposta escolhida. Por exemplo, se as respostas às questões 45 e 46 forem B e C, pinte assim:

4. Preencha a lápis HB, pois contrariamente ao preenchimento por esferográfica, os erros podem ser totalmente apagados sem deixar nenhuma marca que possa perturbar a leitura damáquina óptica. 5. Se o candidato tiver certeza de que as respostas assinaladas a lápis são as definitivas, PODE passar à esferográfica de tinta azul ou preta. BOM TRABALHO!

A Ilha das duas cidades A Ilha de Moçambique tem um lugar especial na história de Moçambique. A sua lenda quase mítica tem muito que ver com o património construído, único na costa moçambicana, e com a beleza do local e dassuas mulheres. Este retrato começou a compor-se a partir das décadas de 50/60 do século XX, quando alguns escritores como Rui Knopfli e Virgílio de Lemos a visitaram. Estes contactos vindos na esteira do interesse manifestado pelas autoridades administrativas locais levaram à criação da Comissão de Relíquias Históricas de Moçambique, em 1943. De qualquer maneira, quando o lusotropicalismo foiassimilado pelo Estado Novo, servindo para prolongar a presença colonial em África, a Ilha de Moçambique era um dos poucos exemplos de uma sociedade mestiça no território de que tanto falava o sociólogo brasileiro Gilberto Freyre. Esta imagem permaneceu intocada após a independência do país e os sucessivos governos moçambicanos têm vindo a pautar-se por uma ambiguidade em relação a este assunto, aomesmo tempo em que se promovem algumas acções, a mais importante das quais, a classificação da Ilha como Património da Humanidade, em 1993. Contudo, não foram capazes de estabelecer um amplo debate das razões que justificam a sua preservação e de tudo o que aquele património representa. Na primeira metade do XVII a ilha já estava dividida em duas povoações distintas, a zona de pedra e cal e zona demacuti. Nessa altura, a primeira daquelas zonas, compreendendo as habitações, a fortaleza e o respectivo campo de tiro, ocupava já um terço da ilha. Na segunda metade do mesmo século, mais de metade da Ilha estava coberta de edificações. A construção de grandes obras como a fortaleza e as cisternas levaram a que desde 1570 fossem escavados e retirados milhares de metros cúbicos de pedra, destinada àconstrução e à queima, em conjunto com conchas e outros mariscos para a fabricação de cal. A cidade de pedra e cal continuará a expandir-se durante os séculos XVIII e XIX. A Ilha de Moçambique entrou num processo rápido de decadência, após a passagem da capital para a então Lourenço Marques (actual cidade de Maputo), no final do século XIX. A tentativa de encontrar um novo destino para a Ilha foifeita na década de 60, do século XX. O seu futuro económico ficou irremediavelmente estabelecido, quando se formou uma zona especial de turismo, em 1967. Neste cenário, o único melhoramento verdadeiramente relevante foi a inauguração da Ponte Sarmento Rodrigues em 1967. A construção da ponte não acompanhada pela construção da ponte cais, que então se propunha, teve efeitos perversos,considerando-se até uma das causas da sua acelerada decadência. A imagem da Ilha era, nos finais do regime colonial, francamente depressiva: um comércio empobrecido, encerrado mesmo, na sua maior parte, em resultado da construção da ponte e do funcionamento em pleno do porto de Nacala, a ausência dos pescadores, a inactividade dos estivadores e dos patrões das gasolinas e o abandono dos turistas por...
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