Evolucao do pib brasileiro de 1960 a 2010

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  • Publicado : 29 de setembro de 2011
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EVOLUÇÃO DO PIB BRASILEIRO

1.INTRODUÇÃO

Os dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, divulgados recentemente pelo IBGE, indicam que a economia brasileira cresceu a uma taxa média anual de 3,3%, no período de 2000 a 2009. Muito menos que a média dos países emergentes. Mesmo num ano de forte crise mundial, enquanto o Brasil perdeu 0,2%, em 2009, com um PIB da ordem de R$ 3,1trilhões, alguns países daquele bloco, conseguiram contabilizar crescimento econômico: segundo dados do FMI, a China cresceu 8,7%; a Índia, 6,1%; a Indonésia, 4,5%; Austrália, 2,7%; Peru, 0,9% e Coréia do Sul 0,2%.
De acordo com a agência Austin Rating, o Brasil obteve a 35ª colocação em um ranking de 39 países emergentes no período de 2003 a 2008, com a taxa média de crescimento do PIB de 3,5%. Segundoa agência, esse número foi o resultado de uma política econômica com baixo nível de investimento e manutenção de elevada taxa de juros. Como conseqüência, o país vem perdendo importância na economia mundial. Segue-se um novo período de 30 anos (1980 à 2009), quando a economia brasileira tem um desempenho relativamente fraco em comparação com o conjunto da economia mundial, e, especialmente, como bloco dos países em desenvolvimento. De 1990 a 2009 o crescimento médio foi de 1,8%, enquanto que, de 1980 a 2003, foi de 2,0%. Não é por outra razão que a participação do Brasil no PIB mundial caiu consideravelmente. Em 1980 era de 3,6%, descendo para 2,8%, em 2002, e, finalmente, para 2,7%, em 2009.
Uma visão crítica da atuação do governo, é a principal justificativa de muitos economistassobre o baixo nível de crescimento econômico do país nos últimos anos. Entre as principais razões estão o nível elevado da taxa de juros da economia, elevada carga tributária, instabilidade do câmbio, regressividade dos estímulos fiscais, infraestrutura logística do país, baixa escolaridade da população e, a principal, o baixo nível de investimentos do orçamento fiscal.
Para crescer mais, é precisoinvestir mais. O setor privado vem fazendo, razoavelmente, a sua parte. O problema está no setor público. Segundo Miriam Leitão, o país é duro na queda, custa a ter recessão, mas não tem autonomia de vôo - o crescimento não se mantém. Sustentar o crescimento é o nosso desafio, diz ela. A taxa de crescimento do PIB depende formação bruta de capital fixo, ou seja, da taxa de investimentos. Ela temde chegar a 20% do PIB, no mínimo, para garantir um crescimento próximo a 5%. Para se alcançar uma taxa de crescimento do PIB de 6% ao ano, os investimentos têm de se situar num patamar de 24% do PIB. Assim, em 2010, o país precisa investir, pelo menos, R$ 750 bilhões para crescer os 6% do PIB previstos pelo governo. O setor privado vai se responsabilizar pela maior parte desse investimento
Aarrecadação federal cresceu 53%, acima da inflação, nos últimos 10 anos. Contudo, a taxa de investimentos do orçamento fiscal tem patinado entre 5 e 6%, mesmo considerando-se o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Os recursos adicionais oriundos do forte crescimento da receita no período mencionado têm sido mal usados, quase totalmente utilizados em despesas de custeio, especialmente nopagamento dos juros da dívida pública (R$ 154 bilhões, pagos pelo governo, em 2008) e nas despesas com o funcionalismo. A ausência de um nível mais alto de investimentos, impede o nosso crescimento sustentado.

2. UMA PERIODIZAÇÃO DE DUAS DÉCADAS

A década de 1980 finalizou no Brasil sob a égide de um processo hiperinflacionário aberto, em moldes que, grosso modo, se enquadravam no padrão descritono artigo clássico de Cagan (1956). O grau de desordem das finanças públicas nos anos de 1980 naquele contexto institucional pode ser aferido pela leitura do capítulo 12 do livro do ex-Ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega (2005), em que, como participante ativo da tentativa de modernização das instituições monetárias e da contabilidade pública, ele relata um acontecimento que vivenciou como...
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