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Ciclo de Shewhart (PDCA)
O Ciclo de Shewhart, conhecido também como Ciclo de Deming ou Ciclo PDCA (do inglês plan – planejar, do - executar, check - verificar e act – agir), é a base metodológica utilizada pela Norma ISO 14001, bem como por outras normas de sistemas de gestão, como a ISO 9001. No caso de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA), este ciclo, conforme exemplifica a figura 1 abaixo,objetiva internalizar uma metodologia pragmática para a ordenação dos requisitos gerenciais da Norma e estimular a melhoria contínua do sistema de gestão e do desempenho ambiental da organização.

Figura 1: Ciclo PDCA
 
Uma vez implantado como metodologia de base do SGA, o PDCA será o moto perpetuum estratégico do sistema de gestão rumo à melhoria contínua. Espera-se que a cada ciclo executado,obtenham-se os resultados planejados em seu início, sempre mais ambiciosos em relação aos ciclos percorridos anteriormente. Assim, garante-se a evolução dos indicadores de desempenho ambiental e a permanente melhoria gerencial e operacional. A figura 2 ilustra bem este processo.
 

Figura 2: Melhoria contínua do desempenho gerencial e ambiental, evidenciada pelos ciclos PDCA "rodados"sucessivamente pelo Sistema de Gestão
 
Abordagem de Processo
Além da metodologia PDCA, tanto o Sistema de Gestão da Qualidade como o Ambiental se apoiam na chamada “abordagem de processo”. Esta perspectiva facilita a compreensão dos complexos conjuntos operacionais ou atividades, desmembrando-os em operações unitárias interativas e evidenciando seus principais aspectos: as “entradas e saídas”. É o quese denomina “Mapeamento de Processos”, uma ferramenta gerencial da qualidade bastante útil para a identificação destas amplas redes analíticas de interações. Através deste mapeamento, torna-se possível focar sobre cada processo de uma organização, destacando sua influência sistêmica na rede global de processos da qual faz parte. Além disso, o mapeamento permite uma avaliação criteriosa entre oconjunto de processos e a circunvizinhança em que a organização opera.  As figuras 3A e 3B ilustram bem esta abordagem:
 

Figura 3A: Mapeamento de processos de uma organização (macroprocesso genérico), com destaque para suas múltiplas entradas e saídas (setas). As setas azuis evidenciam as interações internas do macroprocesso. As setas vermelhas evidenciam as interações com o meio ambiente.
Afigura acima destaca um marcroprocesso organizacional, contemplando todos os processos interativos que se utilizam de recursos (entradas) e os transformam e produtos, subprodutos ou serviços (saídas).

Figura 3B: Processo individual com destaque para suas entradas e saídas. As setas vermelhas indicam os aspectos ambientais que podem interferir, em diversos graus, na qualidade ambiental (potenciaisgeradores de impactos ambientais)
A figura 3B exemplifica um processo unitário com destaque para suas entradas e saídas.
Este processo pode ser, hipoteticamente, a fabricação e posterior lavagem de caixas plásticas. Pode-se considerar como entradas o polietileno, seus aditivos e pigmentos, água tratada, óleos e graxas das máquinas operatrizes, energia elétrica e térmica. Como saídas, têm-se ascaixas de plástico conformadas (produto esperado), vapores da fundição do polietileno, rebarbas plásticas provenientes da extrusão e acabamento das peças, efluentes de lavagem, caixas plásticas refugadas, dentre outras. Diante dessas informações sobre entradas e saídas, é possível levantar a interferência individual deste processo na qualidade do ambiente em que ele se insere.
A interferênciacitada no exemplo acima, conhecida como “impacto ambiental”, será discutida exaustivamente mais adiante, bem como suas causas ou “aspectos ambientais” (setas vermelhas).
A abordagem de processo é, desse modo, uma perspectiva que fragmenta a complexidade dos conjuntos operacionais, permitindo que os gestores identifiquem as respectivas variáveis ambientais significativas e possam gerenciá-las com...
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