Eutanasia

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  • Publicado : 5 de março de 2013
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EUTANÁSIA

A eutanásia é um meio de abreviar a vida de um enfermo incurável de maneira controlada ou assistida por um especialista.
Existem classificações da eutanásia. Quanto ao tipo de ação, temos a eutanásia ativa, que é o ato deliberado de provocar a morte sem o sofrimento, é como se o paciente “combinasse” com todos seu falecimento, em especial com o profissional da medicina. Fala-se quetal ato é misericordioso.
Já a eutanásia passiva ou indireta, não provoca diretamente a morte, mas se não houver acompanhamento o doente acaba por falecer. São cessadas todas as ações que tem por fim prolongar a vida. Não há um ato que cause a morte em si, mas não há um que a impeça.
Um exemplo da eutanásia passiva é o caso do Arcebispo Dom João Baptista da Motta e Albuquerque, que não quis queesforços extraordinários fossem realizados para prolongar sua vida .
No caso da eutanásia de duplo efeito a morte é acelerada como uma consequência indireta das ações médicas que são executadas visando o alívio do sofrimento de um paciente terminal.
É muito importante ressaltar que independentemente da maneira que ela venha a ser praticada, sendo legalmente ou não, é um assunto controverso,pois existem pós e contras, tendo sempre como fator principal a importância da vida humana.
Assim sendo, levantam- se questões religiosas, éticas e políticas, pois em nosso país e em alguns outros é considerada crime, mais especificamente homicídio simples ou qualificado, previsto no art. 121 do Código Penal Brasileiro, e quanto aqueles que não impedem e por sua vez participam do suicídiorespondem por Participação em suicídio art. 122 do Código Penal.
Do ponto de vista religioso é tida como uma usurpação do Direito a Vida, levando em consideração que apenas Deus tem o direito de privar o ser humano de sua vida terrestre, algumas religiões defendem acima de tudo o caráter á vida, e que mesmo que o ser não demonstre movimentos vitais, como fala, articulações ou algo que o valha, eleestá espiritualmente vivo, e assim sendo, em contato com Deus.
Santo Agostinho uma das criaturas mais importantes no desenvolvimento do Cristianismo no Ocidente, desenvolveu teorias sobre filosofia e teologia, diz:
“Nunca é lícito matar o outro, ainda que ele o quisesse, mesmo se ele o pedisse (...) nem é lícito sequer quando o doente já não estivesse em condições de sobreviver.”
Da perspectivaética médica, levando em consideração o Juramento de Hipócrates, segundo o qual considera a vida como um dom sagrado, o médico não pode ser juiz da vida, ou da morte de alguém, não cabe a ele decidir se o paciente tem ou não chance de sobreviver. Pois veja, o mesmo também é humano e pode cometer falhas; as máquinas que lhe passam exames, laudos, ou seja lá o que for necessário para determinar se oadoentado tem ou não “chances”, também passaram por inspeções de homens em algum instante para informar se estão aptas ou não a exercer suas funções, e existe sim a possibilidade de serem defeituosas, apontando assim laudos errôneos.
Cabe assim ao médico que respeita a vida dar assistência ao paciente, fornecendo-lhe qualquer tipo de auxílio, medicamentos, alimentos, a ventilação necessária, ahigiene, o conforto, e acima de tudo o amor e a solidariedade, de uma outra maneira, cabem a todos que isso seja feito.
Ocorre que por trás das necessidades descritas acima está a política, pois de qual maneira conseguiremos tal assistência sem o auxílio de nosso Soberano?
A resposta é um tanto simples, não existe esta possibilidade. Pois a dependência do Estado é quase que total nos casos depacientes em situações extremas, exceto os que fazem tratamento ou acompanhamento em redes privadas.
Para os que são a favor da eutanásia, talvez seja melhor, ou até mesmo mais fácil, aplica- lá encurtando assim a possibilidade de existência do paciente, no caso de um enfermo em estado vegetativo, ou até mesmo em estado terminal, do que investir em seu tratamento, não permitindo que o mesmo...
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