Eu sou o corpo

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  • Publicado : 17 de outubro de 2011
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Eu sou o corpo
Segundo Maria Rita Kehl, em seu artigo “O eu é o corpo” explica que taxamos nosso corpo como um objeto de posse de alguém exterior a ele, explica que quando dizemos o ‘’meu corpo’’damos a entender que existe um lugar externo enquanto na verdade não existe outro Eu além de nosso próprio corpo.
Alguns artistas modernos já utilizaram o corpo como forma de expressar sua arte, com ointuito de representar sexualidade, porém os artistas contemporâneos utilizam o corpo não só como carne, um objeto de desejo, por trás de suas obras existe também uma critica uma forma demanifestação que está além da malicia visual atribuída pela sociedade de consumo, que busca dentre tantas imagens uma supervalorização da estética, tornando do corpo um padrão para ser seguido e assim torna-lo umsimples objeto para adquirir prazer.
Contrário a este pensamento, Christine Greiner cria a expressão ‘’corpo artista’’, uma contraposição totalmente contraria que quebra esta idealização do corpoperfeito. Para ela, a potência do corpo está na forma de como ele ajudaria uma humanidade a se alimentar de conhecimentos, desestabilizando antigas certezas.
Ou seja, a potência do corpo estárelacionada à estética, é através dela que nós buscamos nossa identidade. Manter a estética de acordo com o momento em que o mundo se encontra é importante para nossa sobrevivência.
Assim quando nosso mundomuda, a estética deve acompanhar e ser mudada também, e a cada mudança de mundo (ou seja, para o Eu) novas experiências são adquiridas alimentando nosso corpo de novos conhecimentos (através daestética).
Alguns artistas contemporâneos já utilizaram o corpo como artista, como a cubana Ana Mendieta, na década de 60 e 70, ela ritualizou o corpo tornando-o o centro de um debate sobre vida, morte etranscendência. Entre outros temos também a sérvia Marina Abramovic, que usa o corpo para incitar debates sobre sexualidade, dor, vida, longevidade e cultura.
Maria Rita Kehl diz que para a pessoa...
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