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Conflitos mundiais no século 21

FOCOS DE GUERRA
Movimentos separatistas, lutas pela derrubada de governos, tensões étnicas e religiosas são alguns dos motivos dos conflitos mundiais. O Instituto Internacional de Estudos Estratégicos afirma que, das 31 guerras do ano passado, apenas 9 opõem países soberanos, as outras 22 são internas.
Principais focos de tensão por continente:
África: nestecontinente encontramos a metade dos 60.000 mortos em guerra do ano 2001. Deles, 4.000 morreram na República Democrática do Congo, onde há guerra entre rebeldes e governo. Guerras antigas prosseguem sem solução no Sudão, Somália e nas fronteiras entre Etiópia e Eritréia.
Ásia: A guerra civil no Afeganistão (Talibã x Aliança do Norte) já havia deixado 10.000 mortos antes mesmo dos ataquesnorte-americanos após os atentados de 11 de setembro. No Oriente Médio, palestinos e israelenses,diante dos constantes ataques de ambas as partes, não encontram um acordo de paz.
Europa: continua difícil a convivência na Irlanda do Norte, embora o Exército Republicano Irlandês (IRA) tenha começado a se desarmar. Continua problemático o processo de afirmação das identidades nacionais nos Bálcãs.
América:O ambiente de relativa paz no continente contrasta com a guerra na Colômbia entre governo, guerrilhas de esquerda e milícias de extrema direita.
Conflitos na Europa

Os conflitos no centro e Leste da Europa estão relacionados ao fim dos governos socialistas de cunho centralizador e autoritário, os quais foram implantados em diversos países dessa região após a Segunda Guerra Mundial. No entanto,a história da diversidade e dos conflitos étnicos na região é antiga. Ela resulta de expansão dos impérios Russo, Otomano e Austro-Húngaro, e da decomposição desses últimos entre o final do século XIX e as duas primeiras décadas do século XX. Esses impérios controlaram diversas nações – praticamente as mesmas que foram submetidas aos regimes comunistas do pós-guerra – e foram responsáveis pelainstabilidade nas fronteiras dessa região européia.

Os conflitos nacionalistas também estão relacionados, muitas vezes, à falta de perspectivas de melhoria das condições de vida da população mais atingida pelas más condições sócio-econômicas de determinado país. Soma-se, a tudo isso, o sentimento nacionalista – a vontade de ver os símbolos da nação não mais submetidos a outro poder. Essesentimento, apesar de ser um elemento aglutinador, de criar laços de solidariedade, pode ser facilmente manipulado por líderes inescrupulosos.

África: cenário para as novas tragédias do século XXI
O continente africano, em especial do sul do Saara até a África do Sul, surge no século XXI como o cenário para as "guerras sem fim”. Entre conflitos locais e o avanço da AIDS, a fome se alastra sobre o povodesprotegido.
A partir de 1985, com a crise geral do sistema soviético, iniciar-se-ia o começo da retirada soviética, com a retração da ação cubana, e o colapso de vários regimes pró-soviéticos, sendo a Etiópia o melhor exemplo. O vazio estratégico criado pela retirada dos soviéticos e cubanos acaba gerando dois movimentos opostos. Em alguns países, como a Etiópia e a Somália, abrem-se períodosde crise, instabilidade e guerra civil, culminando no caso da Etiópia, na secessão da Eritréia.
No caso da Somália, bem mais complexo e dramático, chega-se ao completo colapso das estruturas estatais existentes, com a pulverização do Estado-Nação e a hegemonia de “senhores da guerra” locais, muitas vezes apoiados por organizações terroristas, como a Al Qaeda e o Ansar-El-Islam. Já em outrospaíses, como em Angola e Moçambique, a desaparição do clima de enfrentamento Ocidente/Oriente acaba por abrir caminho, não sem muita dor e destruição, a processos de paz, de frágil densidade. Contudo, a situação tornar-se-ia bem mais favorável à consolidação de regimes estáveis e ao início da construção de estruturas do Estado-Nação.
Mas outros países não tiveram a mesma sorte: o desmoronar das...
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