Etnografia na rede de comida fast food mc donald’s

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|Universidade Federal Fluminense |
|Centro de Estudos Sociais Aplicados |
|Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Turismo|

Módulo: Antropologia do Consumo
Professor: Cristiano Fonseca Monteiro

Etnografia na rede de comida fast food Mc Donald’s
Adriana Silva, Aline Souza, Bianca Galesso, Carina Guiscafré,
Carlos Valente, Júlia Almeida e Tatiana Mello
17 de Outubro de 2011

Campus Aterrado – Volta Redonda
Rua Desembargador Ellis Hermydion783, Aterrado (ao ladodo novo Fórum de Volta Redonda) sala 304
mba.mkt.uffvr@gmail.com (24)3076-8774 / 3076-8732
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SUMÁRIO

I. INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 03

II. DESENVOLVIMENTO ......................................................................................... 06

III. CONCLUSÃO......................................................................................................... 10

IV. BIBLIOGRAFIA ..................................................................................................... 11

V. ANEXOS .................................................................................................................. 12

I. INTRODUÇÃO

Desde seu iníciocomo uma ciência da observação próxima a disciplinas como a história natural, a antropologia mostrou grande interesse pela comida e pelo ato de comer. Dificilmente outro comportamento atrai tão rapidamente a atenção de um estranho como a maneira que se come: o quê, onde, como e com que freqüência comemos, e como nos sentimos em relação à comida. O comportamento relativo à comida liga-sediretamente ao sentido de nós mesmos e à nossa identidade social, e isso parece valer para todos os seres humanos. Reagimos aos hábitos alimentares de outras pessoas, quem quer que sejam elas, da mesma forma que elas reagem aos nossos. Não é de surpreender, portanto, que o comportamento comparado relativo à comida tenha sempre nos interessado e documentado a grande diversidade social. Também não espantaque os antropólogos, desde o começo, tenham se fascinado pela ampla gama de comportamentos centrados na comida.
Como precisamos comer para viver, nenhum outro comportamento não automático se liga de modo tão íntimo à nossa sobrevivência. Como Audrey Richards assinalou há muito tempo, “o impulso de comer é mais forte do que o impulso sexual” (Richards - Ref.01). A prosperidade nos leva aesquecer o quanto a fome pode ser impositiva, mas mesmo nesses períodos os hábitos alimentares continuam sendo veículos de profunda emoção. Nossas atitudes em relação à comida são normalmente aprendidas cedo e bem, e são, em geral inculcadas por adultos afetivamente poderosos, o que confere ao nosso comportamento um poder sentimental duradouras. Devemos comer todos os dias, durante toda nossa vida;crescemos em lugares específicos, cercados também de pessoas com hábitos e crenças particulares. Portanto, o que aprendemos sobre comida está inserido em um corpo substantivo de materiais culturais historicamente derivados. A comida e o comer assumem, assim, uma posição central no aprendizado social por sua natureza vital e essencial, embora rotineira. O comportamento relativo à comida revelarepetidamente a cultura em que cada um está inserido. Nossos filhos são treinados de acordo com isso. O aprendizado que apresenta características como requinte pessoal, destreza manual, cooperação e compartilhamento, restrição e reciprocidade, é atribuído à socialização alimentar das crianças por sociedades diferentes. Os hábitos alimentares podem mudar inteiramente quando crescemos, mas a memória e o...
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