Etica

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1 - Ética Kantiana

A preocupação dominante do pensamento ético-Kantiano é a do estabelecimento do princípio supremo da moralidade no sujeito autônomo que cada Homem representa em quanto ser moral. Kant aborda esta questão com a certeza de que nada é incondicionalmente bom, exceto a boa vontade, que é para Kant o princípio supremo da moralidade e só ela deve orientar os comportamentos humanos.A boa vontade tem de ser um conceito absoluto, universal e superior a outros como a felicidade, o respeito ou o domínio de si e deve estar determinada pela razão enquanto faculdade prática e ordenar e orientar a nossa vontade para que esta determine as nossas ações com a intenção de agir de acordo com a lei que ele propõem. Sendo a vontade o motor da moralidade ele exclui as ações pelo sentimentoou outras inclinações sensíveis como o medo e o comodismo. A boa vontade determina que a verdadeira boa ação é aquela que é determinada pelo respeito, a lei moral universal. Esta não tem efetivamente conteúdo. Sendo uma expressão puramente formal, limita-se aos contornos do imperativo categórico. O filósofo alemão coloca o imperativo categórico como o único e verdadeiro princípio da moralidade;de uma vontade absolutamente boa.
O imperativo categórico, em termos gerais, é uma obrigação incondicional, ou uma obrigação que temos independentemente da nossa vontade ou desejos, prazer, satisfação ou resultado real que através de si se posa alcançar.
Os imperativos categóricos não deixam à vontade nenhuma liberdade de escolha em relação ao contrário daquilo que manda. Eles são a lei práticaque obriga necessariamente a vontade e são válidos para todos os seres racionais. A sua ausência implica que a ação humana se deixe levar pelas inclinações e pelos prazeres imediatos. As nossas obrigações morais podem ser resultantes do imperativo categórico, este pode ser formulado de varias formas, que ele acreditava serem mais ou menos equivalentes: “1) obra só de acordo com a máxima pela qualpossas ao mesmo tempo querer que se converta em lei universal (formula da lei universal); 2) faz como se a máxima da tua ação devesse converter-se pela tua vontade em lei universal da natureza (formula da lei da natureza); 3) faz de tal maneira que uses a humanidade tanto da tua própria pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre por sua vez como um fim, nunca simplesmente como um meio(fórmula do fim em si mesmo); 4) faz de tal modo que a tua vontade possa considerar-se a si mesma como constituindo uma lei universal por meio da sua máxima (fórmula da autonomia); 5) faz como por meio das tuas máximas fosses sempre um membro legislador num reino universal de fins (fórmula do reino dos fins)” (Marques, Ramiro, 2000:126).
Na ética Kantiana a única coisa que se pode considerar boa semrestrições é a noção de boa vontade que diferencia uma ação boa de uma ação má.
Podemos afirmar que Kant ao fim de 200 anos continua uma personagem central para a filosofia.
Suas obras éticas fundamentais são: Fundamentação da metafísica dos costumes, em 1875, e Crítica da razão prática, em 1788.
Diz que não é o sujeito que gira ao redor do objeto, mas o contrário. O que o sujeito conhece éproduto da sua consciência.
A mesma coisa se verifica na moral: o sujeito – a consciência moral – dá a si mesmo a sua própria Lei.
O homem como sujeito moral é ativo, criador e está no centro, tanto do conhecimento, quanto da moral.
O único bom em si mesmo, sem restrição, é uma boa vontade.
Essa boa vontade se dá quando se age por puro respeito ao dever, sem razões outras a não ser o cumprimento dodever ou sujeição à lei moral.
O que a boa vontade ordena é universal, deve ser cumprido incondicionalmente e refere-se a todos os homens em todo tempo e em todas as circunstâncias e condições.
Kant coloca isso, como um imperativo categórico, formulando assim: “Age de maneira que possas querer que o motivo que te levou a agir se torne uma lei universal”.
A ética kantiana é uma ética formal...
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