Estudos sociais e ambientais ii

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Estudos Sociais e Ambientais II






Cidade de Jundiaí
1 - Urbanismo e meio ambiente

Professora: Fernanda Figueiredo D’Agostini
















Amanda Bonelli Berni – RA 3713653442 2NA
Izabela Ravagnani Rodrigues – 3730712391















Resumo


O artigo examina o município de Jundiaí, buscando retratar índices de distribuição de vias,fragmentação de lotes, as áreas de reservas e como são cuidadas .
O objetivo principal foi investigar a fundo desde padrão habitacional, assim como seus impactos sociais, urbanísticos e ambientais.















































A opção pelos conceitos de urbanização difusa e espaço periurbano advém, sobretudo, do
contexto regional em que oMunicípio de Jundiaí está localizado. A figura 01 revela que um
aspecto importante é sua localização próxima à Região Metropolitana de São Paulo, bem como o acesso privilegiado às principais vias de circulação: Via Anhanguera – construída em 1940 – e a Rodovia dos Bandeirantes – construída em 1978 –. Além disso, observa-se que o Município de Jundiaí está localizado nas proximidades de doisimportantes centros urbanos e consumidores: Região Metropolitana de São Paulo e de Campinas.
Parte-se da premissa de que o atual processo de urbanização tem conformado uma realidade
territorial mais complexa, pressupondo que a realidade na qual o Município de Jundiaí está
localizado – contexto regional altamente urbanizado e industrializado – encontra-se muito próximaaos processos ocorridos noâmbito da urbanização difusa ou reticular tomada como referência por Dematteis (1998) e difundido por Sposito (2004) em pesquisa realizada sobre os centros urbanos paulistas.


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Entende-se que a urbanização difusa ou reticular possui algumas características, a saber:
primeiro, é marcada especialmente pela dispersão das manchas urbanas, não chegando a se
homogeneizar peloterritório; e, segundo, é possível situá-la em contextos espaciais em que a
dinâmica urbana tem se apresentado de maneira predominante, mesmo que não de maneira
exclusiva. O Município de Jundiaí tem-se mostrado cada vez mais próximo a essas duas
características assinaladas e, portanto, um espaço convidativo de análise e investigação geográfica das atuais relações campo-cidade.

Em síntese,sabe-se que o processo de urbanização difusa pode ser compreendido a partir da
dispersão das formas urbanas e, de acordo com Whitacker (2006), a partir da fragmentação
territorial da cidade. O resultado, segundo análise apresentada por Whitacker (2006), é a
conformação de uma cidade cada vez mais diversa e dispersa revelando, por conseguinte, o
surgimento de novas centralidades decorrentes dosnovos equipamentos de consumo e dos novos espaços de habitação e também das novas práticas socioespaciais de segmentação. Para o autor, a criação da ‘nova cidade’ pode ser associada às distintas conformações assumidas pelo capitalismo,o que resulta na combinação e sobreposição de lógicas pretéritas e digam-se também atuais.

Dessa maneira, a cidade como uma dimensão geográfica da realidade –visível e materializada
– somente pode ser entendida a partir de sua complexidade, exigindo, portanto, a compreensão e articulação ao contexto geográfico no qual está inserido e, por certo, com a organização de seu par dialético: o campo. Pela mesma lógica de investigação, entende-se que o campo, como uma realidade materializada e socialmente construída, deve ser compreendido a partir de suasrelações com a cidade e, portanto, no âmbito de seu recorte espacial de investigação.

Nessa perspectiva, poder-se-ia afirmar que, na atualidade, o urbano desenvolve-se no rural e o
rural no urbano. Em parte, essa problemática decorre das novas formas assumidas pela cidade – descontinuidade territorial –, o que cria o urbano muito além das cidades – cultura urbana, num sentido lefebvriano –, mesmo...
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