Estudos sobre os possessos de morzine

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LIVRO - A OBSESSÃO - ALLAN KARDEC

ESTUDOS SOBRE OS POSSESSOS DE MORZINE

Causas da obsessão e meios de combatê-las (V e último artigo)

Revista Espírita de Allan Kardec, maio de 1863

▪ O que pretende?
- Examinar as relações que podem existir entre os fenômenos descritos no artigo anterior e os que se produzem nos casos de obsessão esubjugação bem constatados.
- O efeito dos meios curativos empregados.
- As causas da ineficácia do exorcismo e as condições nas quais podem ser úteis.

1 - Relações que podem existir entre os fenômenos descritos no artigo IV e os que se produzem nos casos de obsessão e subjugação bem constatados

Comentários sobre a inviabilidade das observações feitas pelo Sr. Constant▪ Sr. Constant – julga ser a causa do mal puramente física – condições higiênicas, climatéricas e fisiológicas dos habitantes.
▪ Por que esta causa está longe de tudo explicar?
Resposta de Kardec. Quando uma causa é real, deve poder explicar todos os efeitos que produz. Se certos efeitos vêm contradizê-la, é que aquela é falsa, ou não é única e, então, é preciso procurar umaoutra. Devem-se observar as menores circunstâncias e, observar as causas de todos os efeitos, afastar as que são inconciliáveis com os efeitos observados e, de dedução em dedução, é raro que não chegue à constatação da verdade.
▪ Observação 1: geralmente as crises cessam quando os doentes estão fora da comuna.
Comentários de Kardec: Se, pois, o mal é devido à constituição linfática e à mánutrição dos habitantes, como a causa cessa de agir assim que transpõem a ponte que os separa da comuna vizinha? Se as crises nervosas não fossem acompanhadas de nenhum outro sintoma, poderia se atribuir a um estado constitucional, mas há fenômenos que não seriam explicados exclusivamente por esse estado.
Pergunta: Existem casos obsessivos ligados ao local e não as pessoas? Por quê?
▪Observação 2: Como uma alimentação má e um temperamento linfático podem produzir antipatia religiosa em criaturas naturalmente religiosas e até devotas?
Comentários de Kardec: Não digais que é devido ao fato de os habitantes comerem batatas e pão preto, nem à sua ignorância e inteligência obtusa, porque vos oporão o mesmo efeito entre gente que vive na abundância e recebeu instrução.▪ * Observação 3: O regime higiênico explicaria melhor este outro fato não menos característico e geral do sentimento de dualidade, que se traduz de modo inequívoco na linguagem dos doentes?
Comentários de Kardec: Certo que não. É sempre uma terceira pessoa quem fala. Sempre uma distinção entre ele e a moça, fato constante nos indivíduos no mesmo caso, independente de sua classe social.Comentários sobre a inviabilidade das observações feitas pelo Dr. Chiara

▪ Dr. Chiara – julga que os Espíritos malignos são imaginação dos doentes..
▪ Caso 1 – "O acesso começa por um soluço e movimentos de deglutição, pela flexão e soerguimentos alternativos da cabeça sobre o tronco. Depois de várias contorções que lhe dão ao rosto tão suave uma expressão horrorosa: a moça,subjulgada pelo espírito, enfrenta o médico. Quando o doutor pergunta porque atormentava a moça, o espírito responde: “É porque me puseram aqui para atormentá-la.”
▪ Caso 2 - Após alguns instantes de uma representação teatral muda, nossa possessa põe-se a soltar pragas horríveis. Espumando de raiva, injuria-nos a todos com um furor sem igual. Mas - digamo-lo já - não é a moça que assim seexprime, é o diabo que a possui e que, servindo-se de seu órgão, fala em seu próprio nome. De repente volta ao normal e continua fazendo o que estava fazendo antes (tricotar). Não se sente fadigada e não se lembra de nada.
▪ OBS 1: "Em todas essas doentes a sensibilidade geral é abolida completamente. Podem ser pinçadas, beliscadas, ou queimadas e nada sentem. Numa delas fiz uma dobra na pele e...
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