Estudos em apropriação da escrita: textualidade, alfabetização e letramento

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  • Publicado : 12 de outubro de 2011
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‘RESUMO’ DOS PRINCIPAIS TÓPICOS DISCUTIDOS NA DISCIPLINA: ESTUDOS EM APROPRIAÇÃO DA ESCRITA: TEXTUALIDADE, ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO

Este trabalho é uma tentativa de ‘resumir’ os conceitos-chave revisitados ao longo da disciplina Estudos em apropriação da escrita: textualidade, alfabetização e letramento cursada no primeiro semestre de 2008 na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Adisciplina objetivou discutir acerca das teorias que abordam os fatores envolvidos no processo de apropriação da língua escrita, levando em conta a cognição, a sociedade e a cultura escrita sob o escopo do cognitivismo e do sociocognitivismo.
Entender os conceitos envolvidos no processo de apropriação da escrita é de extrema importância para nós, futuros profissionais da educação. Assim como adisciplina, esse ‘resumo’ é dividido em três etapas/seções: a primeira seção trata das bases epistemológicas que nortearam o desenrolar da disciplina: a sociocognição; a segunda seção aborda aspectos referentes ao letramento – autônomo e ideológico e, por fim, a terceira seção é dedicada ao estudo da alfabetização – domínio do sistema alfabético e construção sociocognitiva dos sentidos e ao estudoda textualização. Ao fim, apresentam-se algumas considerações gerais sobre a disciplina.

SEÇÃO I
DO COGNITIVISMO AO SOCIOCOGNITIVISMO

Só aprendemos a ler lendo e acrescentando à leitura nossos conhecimentos prévios (aquilo que já sabemos; informações que recuperamos de nossa memória discursiva). Assim, para compreender como ocorre o processo de leitura, vamos delimitar primeiramente asbases epistemológicas da disciplina. Começaremos essa seção a partir da apresentação de questões acerca do cognitivismo clássico, relacionando-o ao processo de aquisição da escrita. Na seção 2, apontaremos algumas dificuldades enfrentadas pelo cognitivismo e assim, chegaremos ao modelo do sociocognitivismo.

1 O cognitivismo clássico

Os primeiros estudos cognitivistas datam de 1950 como umareação ao behaviorismo que, de maneira geral, ignorava o aspecto social da linguagem e da cognição e, afirmava que a criança aprendia por imitação e reforço. Para os cognitivistas, a criança não aprende por imitação e reforço, já que o contexto de fala ao qual ela está inserida apresenta por vezes uma linguagem truncada e ‘descuidada’. Além disso, mesmo a criança não sendo exposta a todas as estruturasda língua, ela consegue formular sintagmas nunca ouvidos antes. Ou seja, para os cognitivistas a inteligência é ativa.
É no cognitivismo que os processos mentais passam a ser o objeto de estudo. É importante lembrar que os cognitivistas não negam a existência da relação entre a vida social e a cognição, mas não a estudam porque, segundo eles, ela não interfere na explicação de fenômenos no nívelem que a investigação atual se encontra “apesar de ser inegável que a vida social existe, um cognitivista clássico acredita que pode continuar fazendo o seu trabalho sem considerar este fato como relevante para a construção da teoria” (KOCH & CUNHA-LIMA, 2006, p. 253). Segundo esse modelo teórico, é na estrutura cognitiva que são armazenadas o sumário de nossas experiências passadas1, ou seja,conhecimentos que temos em nossas mentes originadas através de nossas interações com o mundo. A partir da interpretação que fazemos dessas interações, conseguimos compreender/fazer sentido da linguagem e do mundo. Essas experiências que vivenciamos são armazenadas em nossas mentes no formato de símbolos e, para não ‘superlotar’ nosso cérebro, são agrupados em categorias (SMITH, 2003, p. 24).Categorizar significa “tratar alguns objetos ou eventos como iguais, ainda que diferentes de outros objetos ou eventos” (SMITH, 2003, p. 27). Se não fosse assim, não conseguiríamos relacionar os objetos e não conseguiríamos fazer sentido das coisas no mundo. Para categorizar um determinado tipo de objeto, por exemplo, cachorro, precisamos ter uma noção do que são cachorros e como diferenciá-los dos...
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