Estudos de caso-controle e de coorte - epidemiologia

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  • Publicado : 9 de janeiro de 2013
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Estudo de Caso-Controlo

Este tipo de estudo (tipicamente retrospectivo – ver Fig. 2), constitui uma forma relativamente simples de investigar a relação entre exposição e efeito (doença), comparando dois grupos de indivíduos, um com a doença em estudo (os casos) e outro sem a doença (os controlos).

Idealmente os doentes seleccionados devem ser os “incidentes, e não os “prevalentes”, namedida em que um estudo com prevalentes poderá também estar a identificar potenciais factores de risco que se associam mais com a sobrevivência do que com o desenvolvimento de doença (incidência).

Por outro lado, é preferível usar os incidentes quando estudamos a etiologia de uma determinada doença. A razão principal consiste no facto de se poder analisar todos os tipos de doentes, com os diferentesníveis de gravidade, e não apenas os que sobrevivem ao fim de algum tempo.

O problema de selecção dos casos incidentes é que temos que aguardar que eles surjam, já a utilização de casos prevalentes permite ter disponível um número maior de indivíduos. O importante é que a amostra de controlos seja o mais randomizada possível, para que possa ser o mais aproximada da população geral.

Nestetipo de estudo, dentro de cada um dos grupos é medida a exposição no passado, sendo calculadas as proporções de casos expostos, casos não expostos, controlos expostos e controlos não expostos.
A exposição é habitualmente verificada por questionário/entrevista ao indivíduo ou por consulta de processo clínico.

É através da comparação destas proporções que se tenta estabelecer ou comprovar umaligação entre esse mesmo fator e a doença em estudo.

A principal característica de um estudo caso-controlo é a comparação de doentes (casos) e não doentes (controlos), diferenciando-se dos já referidos estudos de coorte, onde a comparação é entre indivíduos expostos e não expostos.
Esta é a principal distinção a ser feita entre estes tipos de estudo, e não a sua sequência temporal, em retrospetivoe prospetivo.

Para que o estudo possa ser generalizável e adquira uma validade externa confiável, é necessário que os controlos sejam o mais semelhante possível com a população a generalizar. É também importante que não existam diferenças significativas entre os casos e os controlos. Para que tal seja possível, é necessário emparelhar os casos e os controlos.
Este emparelhamento é definidocomo o processo de selecção dos controlos de forma a que sejam o mais idênticos possível aos casos, excepto, naturalmente, na exposição ao factor em estudo.

O processo pode ser efetuado de duas formas: emparelhamento individual ou em grupo. No primeiro, por cada caso identificado é escolhido um controlo que lhe seja semelhante. No segundo tipo de emparelhamento tenta-se escolher os controlos demodo a que esse grupo, no seu todo, seja semelhante ao dos casos.


Todavia, existem dois grandes tipos de problemas inerentes a estes processos:
-de índole práctica - resultam da tentativa de se emparelhar demasiados factores, traduzindo-se na dificuldade em encontrar controlos;
-de índole conceptual - resultam do facto de, após se terem emparelhado os casos e os controlos para determinadacaracterística, esta deixa de poder ser estudada porque a sua distribuição será igual em ambos os grupos, não havendo possibilidade de fazer comparações.

Decorre daqui que o emparelhamento poderá apenas ser feito para as características não sujeitas a estudo.


Vantagens

Trata-se de um tipo de estudo de fácil execução e baixo custo, que permite a utilização de informação já coletada nopassado, a associação entre vários factores de exposição e doença, e com recurso a amostras relativamente pequenas, sendo, por isso, particularmente útil no estudo de doenças pouco frequentes.


Desvantagens

As principais limitações referem-se a: dificuldade de selecção do grupo controlo, qualidade dos dados utilizados (viés de memória ou informação, dificultam a sua validação), não permitir...
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