Estudo dirigido movimentos

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  • Publicado : 15 de janeiro de 2013
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1) Com base na reflexão de Iamamoto (2001) e o apoio da contribuição de Pastorini (2004) e nos conteúdos trabalhados em sala, rememore em qual contexto histórico é construída a categoria “questão social”? Para o campo da tradição marxista, qual a leitura crítica sobre a real questão que nasce com o capitalismo, distinguindo essa definição de suas expressões?
Não se pode falar sobre “questãosocial” sem mencionar o modo societário no qual ela se insere e os efeitos que ela produz sobre o conjunto das classes trabalhadoras. A “questão social” não é um fenômeno recente, foi cunhada por volta de 1830, sendo assim, estranha ao universo marxiano. Porém, os processos sociais que ela traduz se encontram no centro de toda a análise que Marx fez sobre a sociedade capitalista. Historicamente, foitratada no âmbito do poder, pois representava uma ameaça que a luta de classes representava a ordem instituída. Tendo em vista a análise de Marx sobre a dinâmica do sistema capitalista pode-se dizer que tal sistema não somente produz condições materiais a vida humana (existência material das condições de trabalho), mas também relações sociais contraditórias (forma social pela qual se realiza). Oestudo dessa dupla e indissociável dimensão é necessário para captar o caráter específico do trabalho e da forma social da riqueza na sociedade capitalista. Não se pode desfigurar-se essa problemática, pois pensar o trabalho e a questão social na sociedade capitalista supõe dar conta de sua historicidade, e, com isso, visualizar o que Marx chama de materialização das relações sociais e apersonificação das coisas. Pois, nessa sociedade, a mercadoria é o caráter predominante e determinante dos produtos. O próprio indivíduo trabalhador aparece com um vendedor de mercadorias, no caso, sua força de trabalho. A mais valia é a finalidade direta e móvel determinante da produção. Por isso procura-se reduzir ao máximo o preço de custo da mercadoria.

2.1) Em qual contexto histórico autores do campoda teoria política clássica constroem compreensões distintas sobre o que é Estado moderno, sociedade (civil) e a relação entre essas duas esferas.

- No “estado de natureza” os indivíduos vivem isolados e atuam seguindo suas paixões, instintos e interesses. Nele os indivíduos são livres e iguais, sendo o local do exercício dos direitos individuais naturais. Já no “estado civil” (ou “político”),os indivíduos estão unidos e vivem segundo os ditames da razão a partir de normas e autoridades construídas.
- O contrato social seria uma espécie de pacto entre os homens para estabelecer normas e autoridades as quais se submeterão consensualmente – seria o meio pelo qual ocorreria a passagem de um estado para outro.
Hobbes
Hobbes entende o“estado de natureza” como um desejo perpétuo de poderpelos homens. Todo homem vê os outros como concorrentes, pois todos são iguais na capacidade de alcançar seus fins, podendo até causar um ao outro a morte, na defesa de seus interesses. “Só pertence a cada homem aquilo que ele é capaz de conseguir, e apenas enquanto for capaz de conservá-lo.” “O estado de natureza é o estado de guerra de todos contra todos e o homem é um lobo para o homem.”. Porrazões de segurança (a busca pela paz) e para a conservação da vida os homens consideram útil sair do estado de natureza. Hobbes evidencia a necessidade de os homens estabelecerem um contrato entre si, que cria regras de convívio social e de subordinação política, pelo qual seus poderes e direitos seriam transferidos a um poder soberano: o Estado. O pacto de união (o contrato social) significa quetodos se submeteram à autoridade constituída, comprometendo-se a considerar bom e justo o que ordena o soberano, e mau e injusto o que ele proíbe. Dessa maneira é inconcebível qualquer recurso contra a legitimidade das ordens do soberano. “A obrigação dos súditos para com o soberano dura enquanto dura o poder mediante o qual ele é capaz de protegê-los”. Em Hobbes a soberania é indivisível,...
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