Estudo de caso

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Estudo de Caso – Terceira Quinzena
“Traumatismo Cranincefálica - TCE”

Traumatismo envolvendo o sistema nervoso central pode acarretar risco de vida para o paciente. Ainda que não ocasionem esse risco de vida, as lesões do cérebro e da medula espinhal podem acarretar graves disfunções físicas e psicológicas e alterar completamente a vida do paciente. Os traumas neurológicos afetam o paciente,sua família, o sistema de cuidados de saúde e a sociedade como um todo, devido a suas graves seqüelas e aos custos do cuidado agudo e crônico de pacientes com traumas ao cérebro e à medula espinhal. (BRUNNER; SUDDARTH, 2009)
Segundo Knobel (2006) as últimas décadas têm assistido ao desenvolvimento de estudos dos TCE na vida civil. Nas décadas de 1970 e 1980, estudos escoceses sistematizadosserviram de base para o estabelecimento de normas de avaliação relacionadas ao prognóstico, tendo a Escala de Glasgow se tornado padrão mundial. Em 1977, o National Institute of Neurological Disorders and Stroke dos Estados Unidos decidiu iniciar uma análise prospectiva dos TCE por meio da criação de um banco de dados específicos, alimentando por um grupo de hospitais norte-americanos. A coleta dosdados foi efetivada no período de 1983 a 1988, e a partir desse ano começaram a surgir os primeiros resultados práticos.
Ao mesmo tempo, o desenvolvimento de novos equipamentos radiológicos e de monitorização neurofisiológica permitiu que as alterações estruturais e funcionais fossem muito mais bem avaliadas e quantificadas. Os seus dados associados à Escala de Glasgow permitem atualmente umaabordagem muito mais eficiente dos TCE e conseqüente melhoria nos resultados finais.
Em 1995, surgiram as condutas (guidelines) padronizadas para o atendimento do TCE grave, a partir da análise criteriosa da literatura e de acordo com a classificação de evidencia contida nela, publicadas pelas associações Brain Trauma Foundation, American Association of Neurological Surgeons e Joint Section onNeurotrauma and Critical Care dos Estados Unidos.

EPIDEMIOLOGIA:

Os TCE correspondem a 200-300 admissões hospitalares por 100 mil habitantes ao ano, nos Estados Unidos e na Inglaterra. Os homens predominam em relação às mulheres na proporção de 2,5:1, e os jovens predominam sobre os pacientes adultos e idosos.
As causas variam conforme os grupos etários. Nas crianças, predominam osacidentes domésticos, os esportivos e as quedas. Nos adolescentes e adultos, os acidentes de transito e as agressões. Nos idosos predominam novamente as quedas e os acidentes domésticos. A Tabela 1 compara as causas gerais do estudo escocês, do Banco de Dados de Coma Traumático norte-americano (BCDT) e da nossa casuística (HIAE). Há diferenças consideráveis nos dados de cada grupo pelas característicasdeles.

TABELA 1 – Causas de TCE |
| GCS | BDCT | HIAE |
Acidentes de trânsito | 18,5% | 63% | 62% |
Agressões | 12,5% | 4% | 3% |
Quedas e esportes | 14% | 14% | 30% |
Armas de fogo | __ | 16% | 2% |
Outras | 55% | 3% | 3% |
Fonte: KNOBEL, 2006.

FISIOPATOLOGIA:

Segundo Brunner e Suddarth (2009), as pesquisas sugerem que nem todas as lesões cerebrais ocorrem nomomento do impacto. Os danos ao cérebro por lesões traumáticas assumem duas formas: lesão primária e lesão secundária. A lesão primária é o dano inicial ao cérebro em conseqüência do evento traumático. Isso pode incluir contusões, lacerações e vasos sanguíneos rompidos devido ao impacto, à aceleração/desaceleração ou à penetração de um objeto estranho (PORTH, 2005). A lesão secundária evolui nas horassubseqüentes e deve-se basicamente ao edema cerebral não-controlado, à isquemia e às alterações químicas associadas ao trauma direto ao cérebro (LITTLEJOHNS, BADER &MARCH, 2003).
Um cérebro lesado difere de outras áreas corporais lesadas devido a suas características singulares. Ele se situa dentro do crânio, que é um compartimento fechado e rígido (HICKEY, 2003). Diferentemente de um...
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