ESTUDO DE CASO VOLKSWAGEN DO BRASIL A fábrica de Resende

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ESTUDO DE CASO VOLKSWAGEN DO BRASIL
A fábrica de Resende
 Em 1953, oficialmente no dia 23 de março, a Volkswagen instalou-se no País, para a simples montagem de veículos. Em 1956, construiu sua fábrica em São Bernardo do Campo, no km 23,5 da Via Anchieta, a 50 km do porto de Santos. Em 1957, saiu da linha de produção o primeiroVolkswagen brasileiro, uma Kombi. Nesse ano, 30 mil veículos foram produzidos. Em 1959 o Presidente da República dirigiu o primeiro Fusca fabricado no Brasil. Em 1992, 24.000 trabalhadores produziam 750 veículos por dia na “cidade” Volkswagen, a maior instalação industrial do hemisfério sul. O Fusca, do qual seriam fabricados 3.300.000 unidades no Brasil, e seu sucessor, o Gol, teriam presençahegemônica no mercado brasileiro.
Nos anos 80, a Volkswagen começou a produzir caminhões e ônibus. No segmento dos caminhões de 6 a 32 toneladas, a participação da Volkswagen chegaria a 25,7% em meados dos anos 90. O Brasil tornar-se-ia o único país em que a Volkswagen fabricaria ônibus e caminhões, para o mercado nacional e para exportação.     
Nos anos 90, o ranking dos principais produtoresmundiais era o seguinte:
            1. GENERAL MOTORS
            2. FORD
            3. TOYOTA
            4. VOLKSWAGEN
            5. NISSAN
            6. FIAT
            7. PEUGEOT
            8. HONDA
            9. MITSUBISHI
            10. RENAULT
            11. MAZDA
            12. CHRYSLER
 
Em 1993, o presidente da Volkswagen do Brasil e da Autolatina, Pierre-Alain De Smedtfez uma análise do quadro da empresa e do consórcio com a Ford, a Autolatina, que ainda operava. Nessa análise, é nítida a preocupação com o cenário competitivo e os desafios criados pelos japoneses e pelas empresas que os imitaram:
- Quais são, para os produtores mundiais, os grandes desafios? O principal desafio é o da qualidade, vindo em seguida o da produtividade e do custo. Em geral, quandoé bom o nível de qualidade, é igualmente bom o da produtividade. A questão da qualidade corresponde ao nível de satisfação dos clientes. As empresas que oferecem maior nível de satisfação são: Nissan, Honda e os japoneses em geral. Em seguida, estão Toyota, Audi e Renault. Em patamar inferior, Ford e General Motors europeia. Ford, General Motors e os japoneses melhoraram seus níveis. A Volkswagen,no entanto, mostrou piora. A qualidade é, portanto, o desafio fundamental da indústria como um todo e, em particular, da brasileira. O desafio do custo e da produtividade é, também, relevante. Em termos de veículos produzidos por funcionário, por ano, a Toyota apresentou elevado nível, com mais de 40 carros por trabalhador/ano. A Ford atingiu pouco mais de 20, a Mazda pouco menos de 20 e aVolkswagen perto de 15 veículos. A Autolatina encontra-se hoje (1993), no nível de 12 carros por trabalhador/ano. Há três anos, eram 8. Este é o desafio da produtividade. Porém, produtividade também é custo. Utilizando como referência os construtores japoneses, e atribuindo-lhes o nível 100, foi calculado o custo dos principais produtores mundiais. Os resultados foram os seguintes: Nissan Europa: 115,Renault e Peugeot: 120, FIAT: 125, Volvo: 130, General Motors e Ford: 135, Volkswagen: 140, BMW e Mercedes-Benz: 150. Na Europa, os franceses apresentam os melhores índices entre os construtores europeus. Os alemães não atingem os melhores níveis. Os americanos produzidos na Europa estão entre os dois.
No início de 1993, Ferdinand Piëch, neto de Porsche e, até então, executivo principal da Audi,assumiu a presidência da Volkswagen mundial. Uma de suas primeiras medidas foi recrutar José Ignácio López de Arriortúa na General Motors. Nesta empresa, López havia implantado um programa de eficiência de suprimentos. Transformara os 27 antigos escritórios de compras num único, exigira redução de preços dos fornecedores e, como resultado, proporcionara 4 bilhões de dólares de economia para a...
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