Estudo de caso vivido pela philip morris ea bat

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VII SEMEAD

ENSAIO ADM. GERAL

GESTÃO ESTRATÉGICA DE RISCOS: INSTRUMENTO DE CRIAÇÃO DE VALOR

Autor: Fábio Claro Coimbra MBA Economia do Setor Financeiro pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo

Endereço: Programa de Pós-Graduação em Administração FEA USP Av. Prof. Luciano Gualberto, 908 Cidade Universitária São Paulo – SP fabio.coimbra@bcb.gov.brfcoimbra@uol.com.br

VII SEMEAD

ENSAIO ADM. GERAL

GESTÃO ESTRATÉGICA DE RISCOS: INSTRUMENTO DE CRIAÇÃO DE VALOR

Autor: Fábio Claro Coimbra MBA Economia do Setor Financeiro pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo

RESUMO Este artigo trata da gestão corporativa de riscos, ampliando o conceito financeiro usualmente empregado para um enfoque estratégico.São abordadas formas de como o risco pode ser visto como uma oportunidade a ser explorada e como a gestão estratégica de riscos pode ser um importante instrumento de criação de valor. Diante disso, a gestão de risco deve fundamentalmente inserir-se na estratégia corporativa, tanto na formulação como na implementação.

PALAVRAS-CHAVE: GESTÃO ESTRATÉGICA DE RISCO, GESTÃO DE RISCO, ESTRATÉGIACORPORATIVA, RISCO, ESTRATÉGIA

1. INTRODUÇÃO Administrar riscos é atividade crítica para qualquer empresa. A globalização, o desenvolvimento tecnológico, o fluxo internacional de capitais e o aumento da competição fazem com que o gerenciamento de risco seja uma atividade cada vez mais complexa, contudo extremamente necessária. De acordo com o Dicionário Aurélio, a palavra risco, originada do latimrisicu, é definida como “perigo ou possibilidade de perigo”; BERNSTEIN (1997) diz que a origem do termo risco vem do italiano antigo risicare cujo significado é ousar, levando à conclusão de que o risco é uma opção e não um destino. Portanto, se o risco é uma escolha, envolvendo uma tomada de decisão, essa decisão, que possui conseqüências importantíssimas para o futuro das instituições, deve serbaseada em critérios coerentes e mensuráveis, surgindo então a necessidade de medir o risco e gerenciá-lo. Geralmente, quando se fala em gestão de risco, o foco consiste em proteger a empresa de possíveis perdas, seja evitando ou minimizando o risco. Essa abordagem fornece apenas um ponto de vista: o risco encarado como ameaça. Contudo, um tratamento estratégico da gestão de risco permite aexploração de outro aspecto: o risco como oportunidade, com a conseqüente utilização da gestão de risco como instrumento de construção de vantagem competitiva. A nova realidade mundial, cada vez mais permeada por incertezas e por redefinições no papel das organizações, demanda uma ampliação do entendimento e da prática de gestão de riscos. DAMODARAN (2003) argumenta que a gestão estratégica de riscopode afetar os fluxos de caixa futuros através da alteração da política de investimentos e da criação de vantagens competitivas, as quais impactam fortemente nas taxas de crescimento e de rentabilidade. Este artigo encontra-se organizado da seguinte maneira: os dois primeiros tópicos abordam a justificativa da importância do assunto escolhido, o problema de pesquisa e metodologia utilizada; nostópicos seguintes, é feita a revisão de uma parte da literatura sobre o tema, dividida em três partes – o entendimento mais moderno do risco aos quais as empresas estão submetidas, a ampliação do conceito de gestão de risco e seu relacionamento com a estratégia corporativa, e como a gestão de risco pode criar valor. Por fim, são feitas algumas considerações. 2. JUSTIFICATIVA E PROBLEMA DE PESQUISA Osescândalos financeiros internacionais, como Barings, Daiwa, Sumitomo, Procter & Gamble, Metallgesellschaft, Long Term Capital Management e mais recentemente Enron e Parmalat, colocaram os holofotes sobre a gestão de risco, que vem ganhando cada vez mais atenção, tanto no meio profissional como no meio acadêmico. Para muitos gestores, gestão de risco pode ser definida por palavras como derivativos...
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