Estudo de caso siemens, falhas nos controles internos, gestão de riscos e governança

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APRESENTAÇÃO

A Governança Corporativa vem tentando auxiliar as empresas, para que os atos de seus administradores sejam mais transparentes e possam ser mais bem controlados. Tais escândalos têm despertado dúvidas a respeito da confiabilidade das demonstrações contábeis, e, por isso, foi criada nos Estados Unidos a lei Sarbanes-Oxley Act,logo após a falência da Enron, fato que teve repercussão emtodo o mundo.
Assim, torna-se evidente que empresas necessitam perceber a necessidade da revisão de seus sistemas de controles internos e compliance, ajustando-os às necessidades do negócio, treinando seus funcionários e internalizando a importância de tais sistemas para a empresa como um todo, evitando, dessa forma, que novas fraudes ocorram.
SIEMENS
A empresa foi criada em 1847 na Alemanha eestá presente, atualmente, em mais de 190 países, inclusive no Brasil, onde conta com quinze fábricas, oito centros de pesquisa e desenvolvimento e doze escritórios de vendas e serviços. Suas atividades dividem-se em seis unidades de negócio, a saber: Automation and Drives, Power, Lighting, IT Solutions and Services, Medical Solutions e Transportation. A Siemens AG possui suas ações cotadas nasBolsas de Valores de Nova Iorque e de Frankfurt.
Em 2005, a empresa foi acusada de subornar grupos de usuários que participavam de projetos de premiação, com o intuito de favorecer a unidade de telecomunicações de linha fixa da Siemens, e de uso de fundos secretos enviados, via bancos suíços, para empresas fantasmas. As acusações envolvendo a companhia levaram a diretoria da Siemens a admitir que oescândalo gerado pelas acusações de desvio de dinheiro para formação de “caixa dois”, em 2005, prejudicou enormemente a imagem do conglomerado, e suspeita-se, ainda, que foram desviados para o exterior mais de 200 milhões de euros.
Através da realização do trabalho, pretende-se chegar a uma avaliação objetiva da Siemens AG, em períodos anteriores e posteriores aos escândalos ocorridos, a fim deverificar se tais escândalos tiveram efeitos nas demonstrações contábeis da companhia, bem como qual a magnitude desses efeitos. No decorrer do trabalho são considerados apenas os aspectos econômico-financeiros, dada a objetividade desses critérios.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 Fraude e corrupção Sá (2000, p. 215) diferencia a fraude do erro, defendendo a fraude como sendo uma “ação premeditada paralesar alguém, e erro como uma ação involuntária, sem o intuito de causar dano.” Para o autor, “a fraude corresponde ao dolo, ou seja, aquela ação premeditada que visa ao proveito de alguma forma para si ou terceiros, enquanto o erro diz respeito à culpa, e ocorre geralmente por esquecimento, desatenção, etc.”
De acordo com a interpretação técnica NBC T 11 – IT 3 (CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE,1999), que visa explicitar o item 11.1.4 da NBC T 11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis:
O termo fraude refere-se a ato intencional de omissão ou manipulação de transações, adulteração de documentos, registros e demonstrações contábeis. A fraude pode ser caracterizada por:
a) manipulação, falsificação ou alteração de registros ou documentos, de modo a modificar osregistros de ativos, passivos e resultados;
b) apropriação indébita de ativos;
c) supressão ou omissão de transações nos registros contábeis;
d) registro de transações sem comprovação; e
e) aplicação de práticas contábeis indevidas.
Uma definição mais antiga, elaborada por Branco (1951, p. 104) defende a fraude como sendo “todo o ato que se pratica com o propósito de prejudicar interesses de riquezaalheia. É a expressão da vontade de praticar a infração unida à consciência, conhecendo-se a
criminalidade do ato”.

De acordo com Ferreira Filho (apud GOMES, 2000, p. 19), fraude é “o expediente, o
artifício, intentado com o objetivo de lesar terceiro”.

Gonçalves (apud PEREIRA e NASCIMENTO, 2005, p. 49) defende que fraude “é
obter para si, ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio,...
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