Estudo de caso, osteoporose

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RELATÓRIO DE CONCLUSÃO DE ESTÁGIO


INTRODUÇÃO OSTEOPOROSE E OSTEOPENIA A osteoporose é definida pela Organização Mundial de Saúde como uma doença metabólica óssea sistêmica, caracterizada por diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, com consequente aumento da fragilidade do osso e da suscetibilidade a fraturas. Na osteopenia, também ocorre diminuição damassa óssea, porém sem comprometimento da microarquitetura (OMS, 2012). Metabolismo ósseo O tecido ósseo é formado por células (osteoblastos e osteoclastos), minerais (cálcio e fósforo) e matriz orgânica (proteínas colágenas e não colágenas). Os osteoblastos sintetizam e mineralizam a matriz protéica com cristais de hidroxiapatita, enquanto os osteoclastos promovem a reabsorção óssea, mantendoassim uma constante remodelação tecidual. O hormônio da paratireóide (PTH), a 25(OH), vitamina D e a 1,25(OH) vitamina D são os principais reguladores da homeostase do cálcio. Existem dois tipos de osso: trabecular e cortical. O osso trabecular está presente principalmente nas vértebras, crânio, pélvis e porção ultradistal do rádio; já o osso cortical predomina nos ossos longos, colo femoral e rádiodistal. O osso trabecular apresenta maior metabolismo, sendo, portanto, mais suscetível às alterações da massa óssea. Os fatores que interferem na formação óssea podem ser divididos em dois grupos: fatores intrínsecos e fatores extrínsecos. Os primeiros incluem fatores hereditários (responsáveis por cerca de 80% do pico final de massa óssea), raça, sexo e fatores hormonais (hormônio de crescimento,fator de crescimento dependente de insulina I, estrógeno e testosterona); os fatores extrínsecos, por sua vez, dizem respeito a aspectos nutricionais, fatores mecânicos, hábitos, presença de doenças crônicas e uso de medicamentos. Entre os fatores de risco para um menor pico de massa óssea, incluem-se sexo feminino, raça caucasiana, puberdade tardia, baixa ingestão de nutrientes (cálcio,vitaminas, calorias), tabagismo, consumo excessivo de álcool, peso inadequado para a idade e baixa atividade física. A ocorrência de doenças crônicas e, muitas vezes, a terapêutica utilizada para seu tratamento podem interferir e agravar diversos desses aspectos (CAMPOS et. al., 2003). Não se sabe com certeza em que idade começa a perda óssea, mas acredita-se que, entre 40 anos e a menopausa, as mulheresperdem aproximadamente 0,3% a 0,5% de sua massa de osso cortical por ano; após a menopausa, este ritmo acelera para 2% a 3% ao ano (LUCASIN JUNIOR E LIMA, 1994). O advento das novas técnicas de quantificação da massa óssea tornou possível a monitoração da massa óssea. Os métodos mais utilizados, internacionalmente e também no Brasil, são a densitometria de dupla emissão com fonte de raios X(DEXA), que permite a avaliação direta da coluna, região proximal do fêmur e terço distal do radio, regiões mais acometidas pela osteopenia/osteoporose, e a ultra-sonometria óssea (USO), que pode ser

realizada no calcâneo, patela ou dedos das mãos e fornece uma avaliação indireta do risco de fratura na coluna e/ou fêmur (SZEJNFELD, 2004). Diagnóstico por Densitometria óssea (DEXA) A densitometriaóssea (DEXA) permite analisar os pacientes com alto risco de doença metabólica óssea, de estimar a severidade da perda óssea, verificar o risco de fraturas e de acompanhar a evolução dos tratamentos (NECO, 1994). De um modo geral, a DEXA não deve ser repetida mais que uma vez por ano ou a cada dois anos. Repetições mais freqüentes são sugeridas em pacientes com possibilidade de apresentar perda ósseaacelerada, como ocorre neles em uso de corticóides. Critérios Densitométricos da Organização Mundial da Saúde (Critérios estabelecidos para: coluna lombar, colo do fêmur e 1/3 médio do rádio). Normal até -1; Osteopenia entre -1 e -2,5; Osteoporose < -2,5; Osteoporose estabelecida < -2,5 associada à fratura de fragilidade (Portaria SAS/MS nº 470, 2002). Apesar da existência de intervenções...
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