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Coleção PASSO-A-PASSO CIÊNCIAS SOCIAIS PASSO-A-PASSO Direção: Celso Castro FILOSOFIA PASSO-A-PASSO Direção: Denis L Rosenpeld PSICANÁLISE PASSO-A-PASSO Direção: Marco Antonio Coutinho Jorge Ver lista de títulos no final do volume

Benedito Nunes Heidegger & Ser e tempo

Jorge Zahar Editor Rio de Janeiro

Copyright 0 2002, Benedito Nunes Copyright 0 2002 desta edição: Jorge Zahar EditorLtda. rua México 31 sobreloja 20031-144 Rio de Janeiro, RJ tel.: (21) 2240-0226 / fax: (21) 2262-5123 e-mail: jze@zahar.com.br site: www.zahar.com.br Todos os direitos reservados. A reprodução não-autorizada desta publicação, no todo ou em parte, constitui violação de direitos autorais. (Lei 9.610/98) Capa: Sérgio Campante Composição eletrônica: TopTextos Edições Gráficas Ltda. Impressão: CromoseteGráfica e Editora CIP-Brasil. Catalogação-na-fonte Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ. Nunes, Benedito, 1929N923h Heidegger & Ser e tempo / Benedito Nunes. – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2002 (Passo-a-passo) ISBN 85-7110-665-7 1. Heidegger, Martin, 1889-1976. 2. Heidegger, Martin, 1889-1976. Ser e tempo – Crítica e interpretação. 3. Ontologia. 4. Espaço e tempo. I. Título. II.Série.

Sumário • • • • • • • • • • Introdução O método O mundo A morte Tempo e temporalidade A revolução de Ser e tempo Seleção de textos Referências e fontes Leituras recomendadas Sobre o autor 7 10 14 22 24 34 47 56 58 59

Introdução Martin Heidegger (1889-1976), nascido na Alemanha, professor da Universidade de Freiburg im Brisgau e seu reitor de 1933 a 1934, é um dos raros filósofos modernoscuja obra apresenta singular crescimento póstumo: Heidegger morreu com as gavetas abarrotadas de inéditos, que começaram a ser editados a partir de 1978 – fato gerador de uma terceira fase da recepção de seu pensamento. A primeira fase, até 1946, corresponde à irradiação de Ser e tempo, um “estranho tratado”, como dele diria o autor, sobre o sentido do ser e que, citado sob a sigla SZ, estudaremosaqui. Dedicado a seu mestre Edmund Husserl, “com amizade e veneração”, escrito a partir de 1923, interrompido em 26 e publicado em 1927, permaneceria incompleto até o fim da vida de Heidegger, só com duas das três seções programadas para a primeira parte, omitindo a terceira (com o título inverso de Tempo e ser) e sem a segunda parte, então prevista, da mesma obra. Anunciada nessa inversão dotítulo, de Ser e tempo a Tempo e ser, e proposta como virada (Kehre), a segunda fase io pensamento heideggeriano, que perspontara em 30, seria explicada, pela primeira vez ao público europeu na carta Sobre o humanismo (Über

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den Humanismus) a Jean Beaufret, logo após a Segunda Guerra Mundial, em 1946, quando o filósofo foi afastado do ensino em conseqüência de inquérito a querespondeu perante as tropas Aliadas de ocupação pelas notórias e oficiais relações por ele entretidas com o Partido Nazista quando foi reitor. As duas seções publicadas da primeira parte de Ser e tempo já compõem o perfil de uma ontologia fundamental, estudando, numa analítica, com base no método fenomenológico de Husserl, o homem do ponto de vista de seu ser, como Dasein. O perfil dessaontologia, repassado na “vontade de destruição e subversão” que impregna a questão do sentido do ser, se reconfigura nos textos de 1929, como O que é a metafísica?, Da essência do fundamento e Kant e o problema da metafísica. A julgar-se pela segunda fase, seria esse estudo apenas um caminho provisório para “o desenvolvimento completo da questão do ser em geral”. Não era, pois, a existência humana, mas aquestão do ser em geral a meta de Ser e tempo, que passou a considerarse a questão de fundo, interesse, encargo ou destino do pensamento nos escritos de 1930 em diante, como, entre outros, A essência da verdade, Hölderlin e a essência da poesia (36) e aqueles reunidos na coletânea Caminho do bosque (Holzweg), particularmente A origem da obra de arte (1935), A época da imagem do mundo e Por que...
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