Estrutura psiquico

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UNIJUÍ – Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul
Curso de Direito

Segundo o texto “ A Estrutura Do Sujeito Psíquico ” , essa estrutura é a chamada forma discursiva dentro da qual o sujeito se organiza. E para sabermos qual é essa organização e estruturação devemos começar pelo significado real da castração abordada neste contexto. É ela que constitui uma referência àfunção do pai, como mediador da relação entre a mãe e a criança. Essa função paterna se interpõe na relação diádica, imaginária, especular, que é verificada entre o bebê e a mãe. É isto a castração.

      Para poder ser o terceiro e intermediar o vínculo diádico, o pai deve transmitir a Lei, fato que se atualiza por ser o portador do nome. É o pai quem nomeia o filho e, neste ato, estásimbolizado que é o possuidor do falo, da Lei.

      Ao sair da fase identificatória do estágio do espelho, a criança está alienada em um imaginário da mãe. Anseia ser o desejo da mãe. Isto implica ser o que a mãe não possui: o falo. Há, neste momento, uma segunda etapa identificatória: a identificação com o desejo do outro. O dilema em que o sujeito se debate, neste momento, é o de ser ou não ser ofalo, o que posterga a temática da castração; esta será enunciada mais adequadamente, se dissermos que o que ela trata é de ter ou não ter o falo.

      Em um segundo momento do processo edípico, o pai passa a participar, momento em que privará a mãe de seu filho-falo e a este da satisfação imaginária, proporcionada por ser o falo da mãe. A criança se vê forçada, simultaneamente, a pôr emdúvida sua identificação fálica e a renunciar a ser o desejo da mãe. Correlativamente, do ponto de vista da mãe, o pai a priva do falo que se supõe seja o filho. O pai parece ser, para a criança, o objeto fálico possível.

     É preciso  esclarecer que, para que esta mediação seja possível, não basta que o pai interponha a proibição. A mãe deve se fazer eco dela, transformando-se em porta-voz doque Lacan chama de "Lei do pai". A criança/sujeito então descobre que o desejo de cada um deve se submeter à lei do desejo do outro. Neste ponto, a segunda etapa do Édipo, passa-se da ilusão de "ser" o falo para a de "ter" o falo, pois se supõe que o pai tem o objeto do qual a mãe depende, a ponto de impor uma lei que lhe causa, por sua vez, uma privação.

      Neste segundo momento do processoedípico, a criança/sujeito ingressa na simbolização da lei que, mais tarde, permitirá o declínio do complexo. É confrontada com a castração, que implica a necessidade de "ter" aquilo que preenche o desejo da mãe. O pai real, ao impor sua lei, transforma-se em pai simbólico.

      Este momento é crucial para o indivíduo, pois só assumindo a castração torna-se possível aspirar a ter o falo, ou oque é o mesmo, a transmitir a Lei. Qual é o motivo pelo qual o homem julga que seu pai é possuidor transitório do falo e não que é o próprio falo? A resposta é dada pelo fato de que o pai é portador de um nome, que, por sua vez, lhe foi dado por outro homem, seu próprio pai.

    
  
      A aceitação da lei do pai produz uma primeira substituição metafórica: substitui-se o significante"falo" pelo "nome-do-pai". Possuir o falo é substituído pela "posse do nome-do-pai", pois esta posse é que identifica, na estrutura, a posição do próprio pai. Esta primeira substituição de um significante por outro é a metáfora originária, a metáfora do nome-do-pai. Também é o primeiro processo de simbolização e o que indica o advento, para o sujeito, da ordem significante. A partir de então, oobjeto do desejo da mãe tem um nome que, embora nunca seja dito, será enunciado por intermédio de infinitas verbalizações. A partir deste momento inaugural, todos os objetos de desejo que o sujeito enuncia não são mais do que deslocamentos metonímicos do significante primordial: o falo.

      No curso de sua substituição pelo nome-do-pai, o significante fálico se torna inconsciente. Porém, o...
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