Estrutura de mercado

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FUNDAÇÃO DE ANÁLISE PESQUISA E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA - FUCAPI
CURSO DE ADMINISTRAÇÃO
FUNDAMENTOS DA ECONOMIA

ESTRUTURAS DE MERCADO

Introdução

A análise básica de estrutura de mercado de uma dada empresa consiste em definir como esta empresa está posicionada frente a seus compradores, seus fornecedores, seus concorrentes e seu tamanho.
Tem essa empresa força para demarcar preços paraseus compradores, ou os compradores são capazes de definir seus preços? A concorrência também é fator suficiente para limitar preços para essa empresa, ou a empresa é grande a ponto de exercer poder de monopólio? Quantos e quem são os compradores dos produtos ou serviços dessa empresa, e quantos e quem são os fornecedores?
Novas empresas a entrar no mercado, sendo entrantes potenciais,fornecedores, compradores, produtos substitutos e concorrentes são cinco fatores de força competitiva que influenciam as situações de mercados.
As novas empresas, ou entrantes potenciais, constituem-se em ameaça de que empresas novas entrem no mercado e iniciem guerra de preços, propaganda ou aumento de qualidade, no intuito de conquistar posições de mercado, colaborando para derrubar margens de lucro. Osfornecedores podem deter poder de negociação, forçando os custos da empresa em certo patamar e limitando também as margens de lucro. Da mesma forma, os compradores também podem ser poderosos, exigindo preços ou nível de qualidade.
O presente trabalho consistirá em analisar o tema Estrutura de Mercados, seus conceitos, características e fundamentos.

Estrutura de Mercado

1. História
Aprimeira metade do século XIX foi caracterizada pelo capitalismo liberal e pelo laissez-faire. A Inglaterra, pioneira no processo de industrialização, proclamou-se a oficina do mundo, defendendo a liberdade de vender seus produtos em qualquer país, sem barreiras alfandegárias, bem como o livre acesso às fontes de matérias primas.
A partir de meados do século, o desenvolvimento tecnológico levou aosurgimento de novos métodos de obtenção do aço, produzindo um material mais resistente e maleável, utilizado em máquinas, na construção civil, nos transportes e em objetos de uso corrente. Novas fontes de energia, como o gás e a eletricidade, substituíram gradativamente o vapor. Vários tipos de motor de combustão interna (a gás, a óleo ou a gasolina) possibilitaram o aperfeiçoamento dos meios detransporte (navio, trem, automóvel). Desenvolveram-se as siderúrgicas, a metalurgia a mecânica pesada, a indústria petrolífera, o setor ferroviário e de telecomunicações (telégrafo, telefone e rádio).
O aumento da mecanização e da divisão do trabalho nas fábricas permitiram a produção em massa, reduzindo os custos por unidade e incentivando o consumo. A cada progresso técnico introduzido, os paísesindustrializados alargavam o mercado interno e conquistavam novos mercados externos. A riqueza acumulava-se nas mãos da burguesia industrial, comercial e financeira desses países. Ela não representou o fim da miséria dos trabalhadores, que continuavam submetidos a baixos salários, mas contribuiu para a elevação geral do nível de vida.
Os avanços técnico-científicos exigiam a aplicação de capitaisem larga escala, produzindo fortes modificações na organização e na administração das empresas. As pequenas e médias firmas de tipo individual e familiar cederam lugar aos grandes complexos industriais. Multiplicaram-se as empresas de "sociedade por ações" ou "sociedade anônima" de capital dividido entre milhares de acionistas, permitindo a captação da poupança de pequenos investidores, bem comoassociações e fusões entre empresas. Esse processo ocorreu também nos bancos: um número restrito deles foi substituindo a multidão de pequenas casas bancárias existentes. Ao mesmo tempo, houve uma aproximação das indústrias com os bancos, pela necessidade de créditos para investimentos e pela transformação das empresas em sociedades anônimas, cujas ações eram negociadas pelos bancos. O capital...
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