Estrategia de defesa

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  • Publicado : 20 de outubro de 2012
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Introdução
Este trabalho tem como objetivo apresentar a mudança do panorama da defesa nacional brasileira através da constatação da necessidade de mudança da estratégia do país. Blá- Blá- Blá

Mudança no panorama histórico e a necessidade de uma nova política de defesa
Historicamente o Brasil sempre manteve seus meios de defesa de forma improvisada, fruto da herança deixada pelosportugueses. Embora Portugal fosse uma nação próspera dava pouca importância à proteção de suas riquezas. Esta doutrina de não preocupar-se com a defesa nacional foi com o tempo sendo assimilada pelos brasileiros, os quais passaram a possuir a mesma postura.
Como conseqüência da indiferença brasileira a qualidade dos meios militares podemos constatar o surgimento de incidentes e conflitos em nossasfronteiras territoriais. Deste modo contrabandistas e guerrilheiros se instalaram nessas divisas, especialmente na Amazônia. Apesar de a inteligência militar saber de tais acontecimentos pouco podia fazer para combatê-los devido ao sucateamento do seu material. Para realizar a abordagem que se fazia necessária era imprescindível o reaparelhamento e capacitação do pessoal, que só seria possível com umamobilização e mudança de opinião pública.
Com a obsolescência rondando o setor, o governo planejou o reaparelhamento militar. Mas não saiu da intenção. Não havia vontade política. Apesar de o governo ter lançado uma Política de Defesa Nacional para servir de base ao planejamento militar esta foi considerada pelos analistas como peça de retórica política, pois não retratava o verdadeiropensamento estratégico do Estado nem estava vinculado a nenhum projeto nacional maior, o documento não conseguiu obter no Parlamento orçamento para a sua implementação nem definiu o novo papel para as Forças Armadas. Além disso, a política de defesa aprovada tinha uma postura meramente dissuasória e priorizava a ação diplomática.
No passado, tudo era organizado em função da guerra convencional.Todavia, em menos de dez anos terroristas avançaram sobre as torres gêmeas do World Trade Center; países realizaram testes com armas nucleares e mísseis transcontinentais; uma nação religiosa e rica em petróleo adotou programa nuclear; a Al-Qaeda causa terror no Oriente Médio; o pirata do mar foi reinventado; e surgiram os ataques cibernéticos a computadores.
Novas modalidades de guerravirão. A probabilidade da guerra tradicional caiu, levando as Forças Armadas no mundo a mudarem o seu foco. Os países, inclusive os de índole pacifista, terão de estar preparados para qualquer ameaça ou agressão, seja a guerra tradicional, a irregular (guerrilha), a catastrófica (armas de destruição em massa de várias naturezas, como ataque a símbolos nacionais) e de ruptura (ataque cibernético ouguerra de informações).
Segundo os estrategistas, a água será a causa de conflitos futuros. Um estudo da ONU mostra que nos próximos 25 anos os países que compartilham bacias hidrográficas conhecerão contenciosos nessa área. Metade da população mundial sofrerá com a falta de água, sobretudo nos países pobres. E não é só. Outras causas poderão levar à guerra: meio ambiente, petróleo, água,madeira. Por sua enorme potencialidade em recursos naturais, maior reserva de água doce do mundo e alta capacidade de produzir alimentos o Brasil poderá ser um provável foco de ataque no futuro.
O mundo vive desafios mais complexos do que os enfrentados durante o período passado de confrontação ideológica bipolar. O fim da Guerra Fria reduziu o grau de previsibilidade das relaçõesinternacionais vigentes desde a 2ª Guerra Mundial. Nesse ambiente, é pouco provável um conflito generalizado entre Estados. Entretanto, renovaram-se no mundo conflitos de caráter étnico e religioso, a exacerbação de nacionalismos e a fragmentação de Estados, com um vigor que ameaça a ordem mundial. Neste século, poderão ser intensificadas disputas por áreas marítimas, pelo domínio aeroespacial e por fontes...
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