Estigma em milk a voz da igualdade

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  • Publicado : 2 de julho de 2012
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Universidade Estadual do Centro Oeste – Campus Irati
Psicologia
Angela Aline Haiduk
Psicologia Social

O presente trabalho pretende relacionar o filme Milk A Voz da Igualdade com o texto Estigma de Goffman, tende por objetivo esclarecer como ocorre o discurso do sujeito dito “normal” ao individuo que possui algum atributo ou marca que dizem sobre ele (opção sexual, questão racial, econômica)de maneira a rotular ou se referir com preconceito ou pena. Podemos nos referir também sobre o discurso do estigmatizado que subjetiva suas questões pessoais, entendendo o seu estigma como algo que deva ser superado ou como algum obstáculo divino a que foi exposto, no caso o estudo é sobre homossexuais masculinos na década de 70, o olhar sobre eles, sua visão sobre outros gêneros (heterossexuaise lésbicas) e como um individuo conseguiu através de seu discurso, recrutando os seus “iguais”, unir uma quantidade de pessoas na luta contra o preconceito que se instaura até hoje sobre esse grupo.
Historicamente a palavra homossexualidade não existia, referia-se então a eles como sodomitas e as suas praticas como algo pecaminoso contra as leis do homem e da igreja, o termo ésocial-historicamente construído, mas a prática tem inicio na Grécia antiga como ritual de iniciação a vida adulta, que acontecia em praças publicas entre homens, pois mulheres eram estigmatizadas como simples reprodutora. Com a postulação da Igreja sobre as normas de conduta, valores e crenças e enfim, a partir de uma denominação médico-psiquiátrica que coloca a prática sexual entre pessoas do mesmo sexo comodoença, que se inauguram as questões identitárias em torno da homossexualidade. Entendendo a idéia de identidade como social virtual, o que esperamos que uma pessoa deva ser e a identidade real social, aquela baseada nos atributos que a pessoa realmente possui.
Milk A Voz da Igualdade é um drama que retrata os anos 70 e os primeiros movimentos a favor dos homossexuais, do diretor Gus Van Sant, nos trazo primeiro gay assumido a entrar em um Quadro de Supervisor pela cidade de San Francisco, o que causa uma grande discrepância contra Harvey Milk, estes fortalecidos pelo discurso da família e da Igreja e apoiados no inicio pela maioria da população. Harvey morava em Nova York e possuía um emprego rentável numa companhia de seguros, numa época em que ser assumidamente gay seria correr um risco deser preso ou morto pela policia ou por pessoas que viam a homossexualidade como um crime ou algo pecaminoso, ele encontra casualmente no metro seu futuro parceiro Scott Smith, começa então a mudança de vida em um bairro operário do distrito de Castro, abrem uma pequena loja de revelação fotográfica. Torna-se um ativista gay, porque além de assumir publicamente sua homossexualidade, também organizaos residentes gays da vizinhança, buscando aliados em diversos grupos sociais.
Ao comprar a loja num bairro operário logo percebem Harvey e Scott como homossexuais e diferentes na vizinhança, alguns vizinhos chegam a fazer comentários discriminando-os porque eles fugiam da regra de base familiar composta na sociedade, logo o estigmatizam. Como uma forma de forçar uma convivência e mostrar queeles não eram os errados na sociedade, Milk chama toda a atenção para Castro, as lojas que tinha uma tolerância maior continuavam a serviço, enquanto, as que iam contra fecharam as portas, sua loja vira um local de encontro para o grupo, onde eles se identificavam, debatiam também o que acontecia na cidade, injustiças, prisões e mortes. Porém, quando as identidades grupais se tornam fortes, comoocorreu, o sistema de valores fica mais fraco, assim, pessoas a quem não se espera acabam por tomar partido como, por exemplo, os caminhoneiros, pedindo apoio a eles para boicotar uma grande companhia e como recompensa o apoio incondicional a campanha e os primeiros homossexuais tomando postos em uma profissão estigmatizada, como machista e rude. Um homossexual rotulado como bicha, do francês...
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