Estetica e teoria da arte

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  • Publicado : 16 de setembro de 2011
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Este livro não é uma historia da Estética como um ramo da Filosofia, é um estudo da historia das idéias num sentido lato e trata de conceitos estéticos. Pois as idéias, atuam na pratica muito antes de se articularem nos escritos dos teoristas profissionais.
A Estética formal, como a conhecemos, é uma recém-chegada na historia do pensamento humano. As diferentes épocas e culturas tinham umponto de vista diferente sobre esses assuntos, por essa razão as observações de um artista, de um moralista ou de um eclesiástico são, as vezes, tão significativas no revelar as implícitas suposições estéticas de uma época quanto as mais poderosas e abstrusas formulações dos filósofos.
A linguagem atual da arte e da critica, com as suas vigorosas reminiscências do Romantismo, destoa amiúdedo ponto de vista estético de hoje. O conhecimento dos antecedentes históricos do pensamento, o contexto do desenvolvimento histórico, é hoje indispensável para dar substancia e significado aos conceitos que herdamos, e sem ele a linguagem que usamos em nosso trato com as artes continuara a ser um aranzel de chavões emocionais tão desproveitoso.
Tendo isto em mente, não só apresentei as idéiasdos tempos passados em deliberada relação ou contraste com as atitudes estéticas contemporâneas. Além disso, as idéias que predominaram na tradição ocidental são postas em confronto com as que prevaleceram alhures, sobretudo no pensamento estético chinês e indiano. Isso também tem valor alem da sua utilidade imediata em ajudar-nos a chegar a um acordo com as tradições artísticas orientais e outras,diferentes das nossas.
A influencia da antiguidade clássica avulta, pelo menos até a época romântica, a arte européia seguiu o seu caminho tortuoso com um olho enviezado para trás, para o passado clássico da Grécia e de Roma. O clássico renascimento dos tempos carlovíngios voltava os olhos para os produtos romanos do quarto e do quinto séculos, as obras dos pisanos na Itália do século XIIIconservam ecos das formas que eles admiravam nos sarcófagos do terceiro e do quarto séculos. O novo naturalismo que brotou da escultura gótica de Reims trazia ainda uma nova admiração pelo antigo. Mas os desenhos de esculturas clássicas feitos pelo artista francês Villard de Honnecourt revelam olhos insensíveis ao volume.
Esse classicismo doutrinário culminou com o grande critico francês neoclássicoA. C Quatremere de Quincy, que, expendeu a teoria de que a perfeição final de toda arte é reproduzir uma natureza idealmente bela presentes na própria natureza. Cria ele que por sua intuitiva compreensão dos princípios da beleza inerentes à natureza, embora jamais completamente exemplificados nas coisas reais, os artistas gregos haviam sido capazes de corrigir a natureza por intermédio dela mesmae realizar o tipo de beleza superior que é a meta de toda a arte.
Entretanto, como agora vemos, os neoclassicistas foram tão espalhafatosos quanto qualquer um dos que os precederam na imposição da sua visão individual e unilateral das realidades da arte clássica. Com o correr do século XX, a excitação provocada pelas manifestações artísticas pré-históricas e primitivas produziu mais umalargamento e um enriquecimento que uma rejeição da tradição clássica.
Mas tudo isso pertence à historia da arte. No terreno da teoria estética, de que nos ocupamos, o peso da antiguidade é ainda maior e mais sufocante. Até o momento em que o período romântico introduziu noções novas como auto-expressão, originalidade criativa, o calor da imaginação ficcional, e assim por diante era difícilencontrar-se uma idéia que não tivesse sido tirada da antiguidade grega e romana. Hoje em dia, com a expansão relativamente súbita da experiência estética necessitamos urgentemente revisar e alargar o nosso aparelho conceptual. E para fazê-lo com proveito precisamos compreender os antecedentes históricos das idéias implícitas nos conceitos que temos.
Um exame razoavelmente desapaixonado da historia...
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