Estagio

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RESUMO CRÍTICO

KOCH, Ingedore Grunfeld Villaça. Argumentação e linguagem. 10 ed. São Paulo: Cortez, 2006.

Shirley Cristine Ferreira Marques

O texto “Discurso e argumentação” faz parte da obra “Argumentação e linguagem”, de autoria de Ingedore G. Vilaça Koch, fez graduação em Ciências Jurídicas e Sociais(Bacharelado) pela USP (de 1952 a 1956) e em Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Castro Alves (de 1972 a 1974), lecionou na PUC-SP durante o período de 1976 a 1986 e passou a lecionar na UNICAMP em 1987.
A autora no capitulo que será citado neste estudo, registra aspectos de argumentação em língua portuguesa oferecendo alguns subsídios para o aprimoramento do ensino deleitura e produção de textos.
A autora nos mostra que o objeto de estudo da Pragmática é a interação social do homem com a linguagem. O relacionamento entre o homem e a linguagem com representação do mundo é tratado á luz da semântica. A argumentatividade se da pela interação social por intermédio da língua. Tendo a função de expor idéias alheias imparcialmente, desaparece já que a própriaseleção das idéias a serem reproduzidas

implica uma opção. Segundo a autora, nos textos descritivos e narrativos também encontramos a argumentação, mesmo que em menor grau.
A Autora mostra que a Teoria dos Atos da Fala surgiu na Filosofia da
Linguagem e foi apropriada pela Lingüística Pragmática. Os filósofos da época, entre eles Austin, entendiam a linguagem como forma de ação e passaram aestudar os diversos tipos de ações que podem ser realizadas através dela.
Koch cita também os estudos de Austin, que vai trazer dois tipos de afirmações: as que vão descrever o estado das coisas, que ele vai chamar de afirmações constatativas e as que não descrevem nada, mas realizam uma ação quando são executadas, as chamadas Performativas.
Austin conclui então, que todos os enunciadossão performativos, uma vez que toda fala realiza uma ação no momento em que é proferida.
Pensando nisso, estabelece três tipos de atos simultâneos, que se realizam em cada enunciado:
a) Locucionário: ato de dizer alguma coisa.
b) Ilocucionário: ato que mostra aquilo que você está tentando fazer com a sua fala.
c) Perlocucionário: ato que reflete o efeito daquilo que você fala.
Aofalarmos da estrutura do texto argumentativo e suas condições, não usamos o termo persuadir e sim, convencer, isso porque, para o autor que as descrevia, o conceito de argumentação está relacionado aos princípios da lógica.
Sobre isso a autora cita Perelman (1970) para fazer certa distinção entre os termos persuadir e convencer. Diz que a persuasão busca atingir o interlocutor através dossentimentos, da vontade, por meio de argumentos plausíveis ou verossímeis, estando, portanto vinculado à emoção; enquanto que convencer é estritamente ligado à
razão, por meio de provas objetivas e claras, no entanto ligado à lógica. Supomos, por isso, que há maneiras distintas de argumentar: por meio da persuasão ou convencimento, que provavelmente serão utilizadas conforme for à intenção dolocutor, seu público alvo e, especialmente, o gênero que ele utilizará para expor seus argumentos.
Os estudos sobre a argumentação tiveram um novo impulso com os trabalhos de Perelman. Assim o discurso se tornou objeto central de varias tendências da lingüística moderna, como a Analise do Discurso, a Teoria do texto e a Semântica Argumentativa.
Na estruturação do discurso persuasivousam-se relações lógicas. Cumpre distinguir inicialmente o que caracteriza as relações lógicas do ponto de vista lingüístico, e, a seguir, a distinção tema e objetivo, e, em especial, a conseqüente caracterização do segundo nos será útil na condução às estratégias básicas do discurso argumentativo persuasivo.
A autora ressalta que não basta ao produtor ter somente leituras e vasta...
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