Estados unidos conquistam a america latina

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EUA conquistam a América Latina
Latifundiários, despreparados e ansiosos paraalcançar o domínio político e segurá-lo por mais tempo possível, foram cedendo a todas as pressões do imperialismo norte-americano.

Ainda na segunda metade do
século passado, os EUA reconheciam sua inferioridade militar face à França, Inglaterra e Alemanha. Mas a partir do
momento em que Cuba se tornou, de fato, umprotetorado
americano, notamos uma escalada na agressividade da política
norte-americana.
Cuba era vista como o passo inicial para o domínio de toda a
América Central e meridional. A Emenda Platt, de 1901, não foi
uma legislação de emergência, ela foi o resultado natural do capitalismo americano que, já em 1873, tinha a tendência monopolista que caracteriza o momento
imperialista.
Comefeito, a Emenda Platt foi o resultado de um processo de
acumulação de capital (nosEUA), que por necessidade de garantir
novos mercados como fontes de lucros determinou um tipo
espoliativo de relacionamento entre a América Latina e os EUA.
É a partir da Emenda Platt que encontramos a formação dos
grandes impérios dos Rockfeller, dosMorgan, dosMellon e de outros... todos eles responsáveis pelaintrodução de métodos agressivos na política externa norteamericana.
Data desta época a procura de novos mercados numa forma
muito mais agressiva de quando havia ocorrido, por exemplo, em
1893. Data desta época também o início da exportação de capitais.
Ora, todos sabem que a exportações de capitais é a fase mais típica do imperialismo.
A Emenda Platt foi responsável por uma nova faseneocolonialista
norte-americana. A partir dela, foram elaboradas as Emendas
Hickenlooper e Pelly. Não só, mas os EUA pressionaram diversos
países latino-americanos para que incorporassem em suas
constituições as chamadas “Leis de Proteção aos Investimentos
Estrangeiros”.
Theodoro Roosevelt elaborou seu Corolário à Doutrina Monroe.
Eis o texto: “Erros crônicos, ou uma impotência de que resulta
oafrouxamento geral dos laços de uma sociedade civilizada podem,na América, ou em qualquer lugar; acabar por exigir a intervenção de alguma nação civilizada; e no hemisfério ocidental aobservância da Doutrina Monroe pode forçar-nos, embora relutância, em casos flagrantes de tais erros ou impotências, ao
exercício de um poder internacional de polícia”.
Se o leitor entendeu bem, não foram oslatino-americanos de
que chamaram os EUA de “polícia do mundo”; foram os mesmos
EUA que arrogaram o direito e o dever de serem os policiais do
mundo. Retomarei o assunto quando falar sobre a psicologia
dos norte-americanos.
Um professor norte-americano bem conhecido nos ambientes de
sociologia e política escreveu: “As grandes potências se arrogam à autoridade de dirigir as finanças,a política e outrosassuntos de nações menores. Em geral, basta uma demonstração de força, alguns tiros disparados de uma canhoneira,
até uma ameaça de ação, para produzir a almejada
concordância”. Isto é, para que países do Terceiro Mundo se submetam às exigências dos EUA.Nesses termos estavam realizados os conceitos de relacionamento entre os EUA e a América latina. Sabe-se, com efeito, que os norte-americanosinterviram mais de 30 vezes na área das Antilhas,
sem contar o que fizeram com Cuba. Como reagiram os latino-
americanos?
Em alguns países latino-americanos, a classe política reagiu
com maturidade. Por exemplo, apareceu no Peru um governo
democrático - burguês nacionalista; a então chamada revolução
peruana que acordou a classe operária de outros países e começou a exigir a limitação dainfluência
norte-americana.Este fato possibilitou a ascensão
de Oswaldo Candia na Bolívia Bolívia; a derrubada de Juan Carlos
Organia na Argentina; a revolução panamenha do general Torrijos
e a formação de diversas frentes contra as oligarquias e o imperialismo.
Todos estes fatores levaram os governos latino-americanos, até
mesmo os mais conservadores, a assinarem o documento do Vina del Mar,...
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