Estado novo

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O Estado Novo (1937 – 1945)
Influência nazifascista
A conjuntura mundial estava sob forte influência do nazifascismo, representado por Hitler na Alemanha e Mussolini na Itália, época marcada por forte sentimento nacionalista e pela centralização do poder estatal. O fascismo se fazia sentir no Brasil, através da Ação Integralista Brasileira (AIB), organização liderada por Plínio Salgado, cujasidéias conservadoras eram resumidas no lema "Deus, Pátria e Família".
Vargas era simpático ao nazifascismo, o que explica a forte perseguição aos judeus no seu governo. Muitos semitas perseguidos pelo nazismo, na Europa tentaram entrar o Brasil, no entanto, tiveram seu visto de entrada recusados pelo governo federal e muitos foram presos e torturados pela polícia política de Vargas sem quehouvesse qualquer controle por parte das instituições ou da sociedade. Em 1936, foram presos os líderes comunistas Luís Carlos Prestes e Olga Benário. Olga, que era judia, seria mais tarde deportada grávida pelo governo Vargas para a Alemanha, viria morrer nas mãos dos nazistas.
Sob a alegação de conter o "perigo vermelho", o presidente Vargas preparou, pacientemente, seu próprio caminho para aDitadura, declarou estado de sítio em fins de 1935, seguido pela declaração de estado de guerra no ano seguinte, em que todos os direitos civis foram suspensos e todos aqueles considerados "uma ameaça à paz nacional" passaram a ser perseguidos.
Para a sucessão presidencial, a oligarquia paulista lançou o seu candidato, Armando de Sales Oliveira; os getulistas defendiam a candidatura de JoséAmérico de Almeida. Porém, nem um nem outro estava nos planos de Getúlio, pois pretendia continuar no poder e contava com o apoio do general Góis Monteiro, chefe do estado-maior do Exército, e do general Dutra, seu ministro da Guerra. Contudo, o Congresso Nacional, sentindo as manobras golpistas de Vargas, o impediu de renovar o estado de sítio.
O Estado Novo:
O “Plano Cohen” (1937) – Para forçar asituação, Vargas simulou a farsa do Plano Cohen, de autoria duvidosa: tratava-se de um plano supostamente comunista, que visava ao assassinato de personalidades importantes, a fim de tomar o poder. Segundo a versão dos interessados na farsa, o documento fora "descoberto" e entregue a Góis Monteiro pelo capitão Olímpio Mourão Filho, membro integralista. O nome Plano Cohen foi dado por Góis Monteiro,responsável pela divulgação alarmista por toda a imprensa. A denominada ameaça comunista construída pelo embuste do Plano Cohen reforçou a justificativa da implantação da ditadura como um instrumento de defesa da democracia contra o comunismo.
A forte concentração de poder no Executivo federal, em curso desde fins de 1935, a aliança com a hierarquia militar e com setores das oligarquias,criaram as condições para o golpe político de Getúlio Vargas em 10 de novembro de 1937. Getúlio recebeu apoio dos cafeicultores, dos industriais, das oligarquias e da classe média urbana, todos amedrontados com a expansão da esquerda e  crescimento do comunismo. Pelas ondas do rádio Vargas anuncia o Estado Novo, inaugurando um dos períodos mais autoritários da história do país.
Nessa ocasião,foi anunciada a nova Constituição de 1937, de inspiração fascista, outorgada por Getúlio Vargas e apelidada de Polaca. Extremamente autoritária, concentrava todo poder político nas mãos do Presidente da República, permitiu o fechamento do Congresso Nacional, das Assembléias Estaduais e das Câmaras Municipais, ficando o sistema judiciário subordinado diretamente ao Poder Executivo. Os Estadospassaram a ser governados por interventores, nomeados pelo Presidente que designavam os prefeitos municipais. Instituiu-se ainda o estado de emergência, que permitia ao presidente suspender as imunidades parlamentares, prender, exilar e invadir domicílios; para completar, instaurou-se novamente a pena de morte e legalizou-se a censura para os meios de comunicação - jornais, rádio e cinema. O mandato...
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