Esquizofrenia

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1 – Introdução

A esquizofrenia é uma doença psiquiátrica caracterizado por prejuízo cognitivo generalizado associado a déficits mais proeminentes em atenção sustentada, aprendizagem e memória verbal, memória operativa, funções executivas e linguagem. O prejuízo cognitivo é geralmente estável ao longo do tempo e não depende da presença de sintomas positivos ou negativos, mas se relacionaao prejuízo funcional característico da doença (CRUZ et al., 2010). É tida como um transtorno caracterizado por promover grave deterioração funcional em várias esferas da vida e tem mobilizado inúmeros recursos com a meta de minimizar esses danos (JÚNIOR e SOUZA, 2007).
Muitos estudos têm mostrado que os déficits cognitivos são características fundamentais da esquizofrenia. Essasdeficiências abrangem uma vasta gama de processamento de informação, incluindo atenção, memória e funções executivas (BERBERIAN et al., 2009).
É uma doença grave e persistente que provoca comportamentos psicóticos e dificuldades diferentes em termos de relações interpessoais, processamento de informações e resolução de problemas, entre outros. According to this assertion, schizophrenia is a psychoticdisorder, as psychosis is defined according to a patient's perception of reality and the behavior deriving from this perception (2) . De acordo com esta afirmação, a esquizofrenia é um transtorno psicótico, sendo a psicose definida de acordo com a percepção do paciente da realidade e do comportamento decorrentes do presente percepção (MOLL e SAEKI, 2009).
A esquizofrenia é uma doençacrônica com uma importante carga em termos financeiros e sociais, não somente para o paciente, mas para a família, para os cuidadores e para a sociedade como um todo. No relatório da Organização Mundial da Saúde, a esquizofrenia é listada como a oitava causa mundial por sobrecarga no grupo com idade entre 15 e 44 anos. Embora a esquizofrenia afeta somente 1,0% da população mundial adulta, oscuidados para esta desordem consome cerca de 1,6% para 2,6% dos custos totais de saúde dos países ocidentais desenvolvidos. A maior parte destes custos (70% a 80%) é devido para internações psiquiátricas, enquanto atendimento ambulatorial fica com menos de 10% (LEITÃO et al, 2006).
Freqüentemente, ao se promover a anamnese de um portador de esquizofrenia, tem-se o relato de que a pessoa começou aapresentar mudanças no comportamento habitual, meses ou anos antes do início dos sintomas psicóticos do quadro agudo. Essas alterações são inicialmente confundidas com comportamentos que fariam parte da adolescência ou então atribuídas a fatores emocionais ou sociais do adulto jovem. Por vezes, os sintomas são atribuídos a outros transtornos, como ansiedade e depressão, e as pessoas chegam,eventualmente, a ser tratadas com ansiolíticos ou antidepressivos (LOUZÃ, 2007).
Uma das hipóteses mais amplamente testadas na pesquisa sobre esquizofrenia considera o papel causal da carga genética. Os estudos sobre a taxa de concordância para esquizofrenia, com gêmeos monozigóticos e heterozigóticos; e a conexão observada entre a proximidade com um parente afetado na árvore familiar, oferecemfundamento para essas hipóteses (TEIXEIRA, 2009).
A esquizofrenia é um dos principais problemas de saúde pública da atualidade, exigindo considerável investimento do sistema de saúde e causando grande sofrimento para o doente e sua família. Apesar da baixa incidência, por ser uma doença de longa duração, acumula-se, ao longo dos anos, um número considerável de pessoas portadoras dessetranstorno, com diferentes graus de comprometimento e de necessidades (GIACON e GALERA, 2006). As barreiras entre o sistema de saúde e as famílias de portadores de esquizofrenia têm sido abordadas na literatura. Os rumos da desinstitucionalização no Brasil, impõem um maior entendimento das tecnologias consideradas eficazes pela evidência científica, e possivelmente efetivas em nossa realidade, quanto...
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