Esportes radicais

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Surfe / Esportes radicais
VALÉRIA BITENCOURT, SIMONE AMORIM, JOANA ANGÉLICA VIGNE
E

PATRÍCIA NAVARRO

Surfing
There are 17 million recreational surfers in the world including 2.4 million in Brazil, which ranks second in international surfing, right after the U.S. The Confederação Brasileira de Surfe (Brazilian Surfing Confederation - CBS) has 536 registered athletes (440 amateurs e 96professionals), who are role models to the young population of the country. In Florianópolis-SC, a large beach city in the South of Brazil, for example, there is one surfer in each group of 20 inhabitants. Brazilian surfing has been taken up by diverse social-sporting-cultural segments and has even become a lifestyle for population groups
Origens Os esportes atuais nas suas origens mais remotassurgiram como uma das relações básicas entre os seres humanos e a natureza. Significativamente, no mesmo local onde se criaram os Jogos Olímpicos – Antiga Olímpia, Grécia – no sétimo século a.C., também se venerava a deusa Gaia (mãe da Terra). E já no final do século XIX, os esportes praticados no países nórdicos da Europa – especialmente os de inverno – foram assumidos como parte da convivência com anatureza além dos clubes, escolas, instalações urbanas e outros meios materiais de prática. O Barão de Coubertin, além da educação, ética, cultura e arte, relacionava explicitamente as práticas esportivas ao meio ambiente. Este restaurador dos Jogos Olímpicos, no limiar do século XX, foi também pioneiro em considerar o praticante de esportes como um protetor da natureza, obtendo dela por outrolado o prazer e a experiência estética da prática esportiva (DaCosta, 1997). Esta percepção somente se tornou comum entre líderes e estudiosos do esporte cinco décadas depois, quando os esportes praticados em praias da Califórnia, EUA, passaram a adquirir identidade própria e a se confundir com formas de estilo de vida. Algo semelhante ocorreu nos anos de 1930 e 1940 sem o mesmo impacto derepercussão na Austrália e no Brasil, países de íntimas relações comunitárias com praias e com a cultura típica daí derivada. Focalizando-se em especial o Brasil, cabe mencionar que a convivência com a natureza já era algo cultivado entre montanhistas do Centro Excursionista Brasileiro da década de 1910 como também entre velejadores da Baía de Guanabara – tanto de Rio de Janeiro como de Niterói – desde esteperíodo até os anos de 1950. Neste estágio também ganhou visibilidade no Brasil a pesca submarina com seus adeptos sempre relevando a beleza do ambiente de prática. Há menções esparsas, outrossim, sobre trilhas de caminhadas na Floresta da Tijuca (Rio de Janeiro – RJ), construídas por iniciativa de D. Pedro II, Imperador do Brasil, durante a segunda metade do século XIX. Entretanto, a práticaesportiva no meio natural foi assumida como uma modalidade de identidade própria com o aparecimento do surfe, quando então foram surgindo outras denominações como esporte de aventura, de risco e/ou radicais, eco-esportes, esportes californianos, esportes outdoor etc. Estas novas interpretações refletidas pela nomenclatura geraram um novo patamar de compreensão do esporte, levando-o além das suasrelações históricas com a natureza e alcançando sua renovação no ambiente urbano. O passo seguinte foi a criação de vínculos com o turismo, uma vertente hoje em plena expansão em escala mundial. No Brasil, em particular, o chamado ecoturismo encontra-se hoje associado à pratica esportiva, revelando suas origens e seu atual direcionamento. A repercussão de maior impacto, contudo, ocorreu na áreamercadológica em que novos produtos esportivos foram desenvolvidos em seqüência e renovação, atraindo ao final a atenção da mídia como uma nova faceta de consumo a atender e reforçar. E nestes aspectos de expansão, o surfe manteve seu destaque como uma espécie de experimento piloto dos novos esportes, sejam da natureza, de aventura, de risco ou radicais em face às oportunidades de espetáculo...
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