Espondilolistese

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  • Publicado : 10 de abril de 2012
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RESUMO: 
A espondilólise e a espondilolistese são condições clínicas comuns que afetam um grande número de pessoas. O presente estudo, trata-se de um relato de caso de uma paciente com diagnóstico de espondilólise e espondilolistese grau 1. A paciente realizou 12 sessões de fisioterapia três vezes semanais, utilizando-se a eletroterapia e exercícios de reeducação postural através de reforçomuscular e alongamentos. A paciente relatou alívio do seu quadro álgico analisado pela escala análogo visual.

Palavras Chaves: Espondilólise, Espondilolistese, Fisioterapia.

INTRODUÇÃO

A coluna vertebral é facilmente acometida por diversas patologias, sendo que 5% da população geral, são afetados por lesões espondilolíticas, as quais ocorre com maior freqüência ao nível de L5-S1 (Cailliet,2001).

A espondilólise é definida como um defeito anatômico que provoca a descontinuidade dos pares interarticulares, podendo ser unilateral ou bilateral e estar associada ou não a espondilolistese, apresentando graus variados de separação. A espondilolistese é caracterizada por um deslizamento ou deslocamento anterior ou posterior de uma vértebra em relação à outra (Campbell, 1996). Vários estudos anteriores foram realizados por Herbiniaux, Killian e Robert de Koblenz, mas somente em 1855 Lambi (apud Campbell, 1996), identificou a natureza correta do defeito causado pelas patologias. 

Estudos que tinham como finalidade descrever a etiologia da espondilólise e espondilolistese relataram que movimentos de extensão da coluna vertebral combinado a flexão lateral, aumentavam ostress de cisalhamento nos pares interarticulares. A evidencia para essa teoria é a elevada associação desses movimentos em ginastas do sexo feminino, atacantes de futebol americano e soldados carregando pesadas mochilas, os quais apresentavam as patologias na coluna vertebral (Buckwalter, 2000).

São encontradas na literatura várias teorias sobre a etiologia da espondilólise e da espondilolistese.Segundo Cailliet (2001, p.299), a espondilólise pode vir desde um defeito congênito até uma fratura intra-uterina ou pós-parto precoce, sendo considerada uma fragilidade do arco neural que predispõe a listese. 

De acordo com experimentos realizados por Cyron, Hytton e Troup (apud Campbell, 1996), repetidas pressões feitas sobre o complexo L5-S1 resultam em uma fratura da parte interarticular.A perda da continuidade óssea entre as facetas interarticulares inferiores e o corpo de L5 é provocado devido ao arco neural se tornar um fragmento solto por defeitos bilaterais na parte interarticular, permitindo que o corpo da vértebra seja gradualmente deslocado para frente. Além disso, com a evolução do deslocamento o forame se alonga e achata-se resultando numa estenose foraminal.

Deacordo com Wiltse, Newman e Macnab (apud Campbell, 1996), as patologias podem ser classificadas em: displásica, ístmica, degenerativa, traumática e patológica. A displásica refere-se a anormalidades congênitas da parte superior do sacro ou do arco de L5. Na ístmica a lesão ocorre nos pares interarticulares podendo ser por fratura decorrente da fadiga da parte interarticular ou pela parteinterarticular apresentar-se alongada, porém intacta e, por fratura aguda da parte interarticular. A degenerativa apresenta-se por uma lesão resultante de uma instabilidade intersegmentar de longa duração, sendo mais freqüente em mulheres e mais comumente ocorre ao nível de L4-L5. Segundo Campbell (1996), a traumática ocorre devido a fraturas agudas em alguma outra parte da vértebra que permite o seudeslocamento. E por fim na patológica estará presente uma doença óssea localizada ou generalizada, sendo esse subtipo de raro acontecimento.

Dependendo da gravidade do deslocamento da vértebra de cima em relação à de baixo a espondilolistese pode ser classificada em: 

- Grau I: onde ocorre um deslizamento de 25%; 
- Grau II: deslizamento de 50%; 
- Grau III: 75% e 
- Grau IV: que apresenta...
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